A estratégia vem no bojo do sucesso da campanha de Barack Obama na eleição dos Estados Unidos
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Num dia de semana, entre 75 mil a 80 mil seguidores de José Serra aguardam até altas horas da madrugada a manifestação do candidato do tucano à Presidência no Twitter.
Dois minutos depois que ele envia sua última mensagem, o número de seguidores online cai para 15 mil.
A informação é do coordenador de mídias digitais da campanha do PSDB, Sergio Caruzo, e dá uma ideia da importância das redes sociais na disputa política deste ano. "O Serra tem como marca registrada as manifestações na madrugada", diz.
A utilização de redes sociais na internet é uma marca registrada, na verdade, dessa campanha, que já conta com a presença dos principais candidatos à Presidência no Twitter.
A estratégia vem no bojo do sucesso da campanha de Barack Obama na eleição dos Estados Unidos, onde 20,6% do eleitorado usou a internet como meio de informação política.
No Brasil, esse porcentual é de 7%, atrás de jornais e TV, de acordo com pesquisa do Datafolha, realizada em julho. Mas grande parte desse eleitorado é composta por formadores de opinião, e militantes, o que multiplica o efeito da informação que circula na web.
"A internet tem servido como principal espaço de organização da campanha off-line", diz Marcelo Branco, coordenador de internet de Dilma Rousseff (PT), em referência ao uso da rede para mobilizar a militância petista nos estados e municípios.
O meio on-line também serve como um meio de captação de doações para as campanhas, recurso já utilizado pelas candidaturas de Marina Silva (PV) e Dilma.
"Recebemos doações a partir de R$ 5 e temos um tíquete médio excelente", diz Caio Túlio Costa, coordenador de mídias digitais da campanha do PV à Presidência.
A atenção dispensada à internet também se deve ao potencial dano que os boatos espalhados na rede podem causar às candidaturas.
A campanha de Serra, por exemplo, tem uma equipe específica para combater boatos. Já a equipe de Dilma procura estimular ao máximo a produção de conteúdo positivo por parte dos internautas.
"É preciso estimular a criação de conteúdo de forma descentralizada", diz Branco, que cita o fenômeno do Dilmaboy como exemplo dessa colaboração espontânea.
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