Ticker Bolsa 1

Ticker Bolsa 2

Eleições

Web confirma seu poder de propagação

Paulo Justus   (pjustus@brasileconomico.com.br)
13/08/10 12:59


A estratégia vem no bojo do sucesso da campanha de Barack Obama na eleição dos Estados Unidos

A estratégia vem no bojo do sucesso da campanha de Barack Obama na eleição dos Estados Unidos

Collapse

Comunidade

Partilhe: del.icio.us   Digg   Facebook   TwitThis   Google   Mixx   Technorati  

Num dia de semana, entre 75 mil a 80 mil seguidores de José Serra aguardam até altas horas da madrugada a manifestação do candidato do tucano à Presidência no Twitter.

Dois minutos depois que ele envia sua última mensagem, o número de seguidores online cai para 15 mil.

A informação é do coordenador de mídias digitais da campanha do PSDB, Sergio Caruzo, e dá uma ideia da importância das redes sociais na disputa política deste ano. "O Serra tem como marca registrada as manifestações na madrugada", diz.

A utilização de redes sociais na internet é uma marca registrada, na verdade, dessa campanha, que já conta com a presença dos principais candidatos à Presidência no Twitter.

A estratégia vem no bojo do sucesso da campanha de Barack Obama na eleição dos Estados Unidos, onde 20,6% do eleitorado usou a internet como meio de informação política.

No Brasil, esse porcentual é de 7%, atrás de jornais e TV, de acordo com pesquisa do Datafolha, realizada em julho. Mas grande parte desse eleitorado é composta por formadores de opinião, e militantes, o que multiplica o efeito da informação que circula na web.

"A internet tem servido como principal espaço de organização da campanha off-line", diz Marcelo Branco, coordenador de internet de Dilma Rousseff (PT), em referência ao uso da rede para mobilizar a militância petista nos estados e municípios.

O meio on-line também serve como um meio de captação de doações para as campanhas, recurso já utilizado pelas candidaturas de Marina Silva (PV) e Dilma.

"Recebemos doações a partir de R$ 5 e temos um tíquete médio excelente", diz Caio Túlio Costa, coordenador de mídias digitais da campanha do PV à Presidência.

A atenção dispensada à internet também se deve ao potencial dano que os boatos espalhados na rede podem causar às candidaturas.

A campanha de Serra, por exemplo, tem uma equipe específica para combater boatos. Já a equipe de Dilma procura estimular ao máximo a produção de conteúdo positivo por parte dos internautas.

"É preciso estimular a criação de conteúdo de forma descentralizada", diz Branco, que cita o fenômeno do Dilmaboy como exemplo dessa colaboração espontânea.


Comentários

Ainda não existem comentários. Seja o primeiro a comentar!
Envie o seu comentário

Os comentários enviados serão publicados após aprovação. O Brasil Econômico reserva-se o direito de não publicar comentários considerados como ofensivos ou sem ligação alguma ao artigo em questão

outros jornais da EJESA