A direção incerta da economia também levou investidores a levarem mais em conta fatores técnicos
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O mercado americano variou pouco, mas Wall Street teve julho como melhor mês em um ano, com a temporada de balanços chegando ao fim em tom positivo, compensando o impacto de dados pessimistas.
Embora os principais índices tenham registrado altas de cerca de 7% no mês, o volume das operações foi baixo e os ganhos seguem uma queda total de 14% nos meses de maio e junho.
O conflito entre balanços fortes de empresas e dados macroeconômicos fracos pressionou o mercado acionário em julho. Antes da abertura das bolsas nesta sexta-feira, o governo americano divulgou o PIB do segundo semestre, que decepcionou investidores, embora o mercado tenha voltado a subir até o final da sessão.
A direção incerta da economia também levou investidores a levarem mais em conta fatores técnicos.
O índice S&P 500 manteve estabilidade por volta dos 1.100 pontos, com dificuldade de ultrapassar sua média móvel de 200 dias, de cerca de 1.115 pontos. A manutenção do índice acima dessa faixa indicaria mercado em alta.
"Falhamos aqui cerca de três vezes, então, tecnicamente, as pessoas estão usando isso como razão para vendas a descoberto", disse o vice-presidente de estudos financeiros e analista sênior de indíces acionários da MF Global, Nick Kalivas.
No fechamento desta sexta-feira, o índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,01 por cento, para 10.465 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq subiu 0,13 por cento, para 2.254 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve valorização de 0,01 por cento, para 1.101 pontos.
Já no acumulado de julho, o índice Dow Jones teve alta de 7,1% e Nasdaq e S&P, de 6,9%, ambas.
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