Pesquisa atende interesses do setor aeronáutico, que prepara metas para neutralizar sua emissão de carbono.
A aviação está ávida por combustíveis alternativos. Alvo constante de ambientalistas preocupados com o aquecimento global, o setor define estratégias para mudar esse cenário.
No final de setembro, a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) divulgou proposta - a ser apresentada na cúpula mundial sobre clima em Copenhague, em dezembro - com três metas.
A primeira é melhorar a eficiência no consumo de combustível, em 1,5% ao ano, até 2020. O objetivo seguinte é crescer compensando as emissões de dióxido de carbono (CO2). E o último passo será reduzir, até 2050, as emissões em 50% em relação a 2005.
Enquanto as empresas tentam acalmar os críticos, pesquisadores brasileiros correm para desenvolver um bioquerosene de aviação comercialmente viável.
A mais recente notícia nesse sentido vem da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde um grupo, capitaneado pelo professor Rubens Maciel Filho, criou um processo de produção de bioquerosene.
De acordo com o acadêmico, as demais pesquisas sobre o produto sempre enfrentaram um obstáculo: a dificuldade em obter um biocombustível de aviação com alta pureza. "No nosso produto, essa especificação é de mais de 99,9%", afirma Maciel Filho.
Segundo o professor, esse dado é importante porque a presença de impurezas faz com que o combustível congele com mais facilidade, ponto problemático em aeronaves que voam em altitudes elevadas e enfrentam temperaturas que chegam a dezenas de graus negativos.
Pequena escala
O principal desafio tecnológico do bioquerosene é que o combustível congela antes do querosene.
"É algo intrínseco à natureza química do produto", afirma Ayres Correia Filho, gerente de projetos e responsável pelo programa de desenvolvimento de bioquerosene da Tecbio.
Voltada ao desenvolvimento de combustíveis alternativos, a empresa produz bioquerosene em pequena escala.
Sediada em Fortaleza, Ceará, a Tecbio vem testando outras formulações para tentar diminuir o ponto de congelamento, que, pelas normas, deve ser de - 47 ºC.
"Estamos perto desse patamar", diz ele, sem revelar detalhes. A meta é adequar o produto às exigências das organizações internacionais de aviação.
Para isso, a empresa vem testando diversas misturas entre óleos vegetais e alcoóis, inclusive as que são isentas de combustível fóssil.
De acordo com Correia Filho, o produto da Tecbio também possui pureza elevada, superior a 99%.
- Leia a notícia na íntegra na edição impressa do Brasil Econômico. Se preferir, acesse o serviço Brasil Econômico.Global e confira a edição digital.
Comentários
Últimas Notícias
- 21:00
Encerramento do Noticiário - 20:56
Primeiro dia da Lei de Acesso à Informação sistema tem 700 consultas - 20:44
Impacto do dólar sobre exportações levará tempo para ser sentido - 20:30
Rede Hortifruti investe em novas lojas ao longo de 2012 - 20:18
Grécia precisa se ater aos termos de resgate, diz Lagarde - 20:00
Fox Sports Brasil lança aplicativo para iPhone - 19:40
Com resultado operacional, ação da Petrobras sobe 4,33%









