Nada ilustra com mais clareza o momento que a economia brasileira vem atravessando do que os lucros registrados pelos principais bancos do país na atual safra de balanços.
As quatro principais instituições apresentaram resultados superiores aos da temporada anterior - e o aspecto que mais chama a atenção é o pouco tempo que se levou para construírem os bons números de 2009.
Note bem: 2008 contou com três trimestres excepcionais e apenas um - o último - de retração. Já no ano de 2009, houve justamente o contrário: três trimestres fracos contra apenas um - mais uma vez, o último - muito bom.
Mesmo assim, as instituições demonstraram fôlego suficiente para acelerar na reta final e superar os resultados do ano anterior, que já haviam sido muito vistosos.
Pode-se argumentar que todos os balanços foram anabolizados por números que não vieram da operação bancária propriamente dita. Bradesco, Santander e Banco do Brasil receberam o estímulo do dinheiro que arrecadaram com a IPO da VisaNet.
Os números do BB contaram, ainda, com a ajuda da Previ, o fundo de pensão dos funcionários da casa. Em 2009, a Previ devolveu para os cofres do BB cerca de R$ 3,3 bilhões. Seja como for, todo esse dinheiro extra deve ser visto pela mesma lente: a de que a economia brasileira vive um momento especial.
Uma questão que fica disso tudo é a seguinte: como fazer para que este momento não passe e deixe para trás a sensação de que o país poderia ter aproveitado melhor a boa fase?
Por mais paradoxal que possa parecer, um dos efeitos do bom momento na economia tem sido o de evidenciar as carências do país. E muitas delas, como ficou claro no ano passado, podem ser resolvidas com ajuda do sistema financeiro.
Um ponto comum nos resultados das instituições foi o de que a expansão do crédito popular teve uma contribuição efetiva para a melhoria dos lucros.
Os bancos olharam para os pequenos clientes e viram que isso pode ser um ótimo negócio. Pode ter sido o início de uma nova era na banca do país.
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Ricardo Galuppo é diretor de redação do Brasil Econômico
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jaderdavila the small shareholder.
vejo com tristeza essa noticia.
significa que o unico jeito de empresa no brasil se financiar é com banco.
banco nao deixa mais ninguem ganhar dinheiro.
nem tendo açoes do banco.
lindo mesmo é o zé povinho, que ja tem casa, carro e tv lcd, colocar os dez mil reais que ele tem guardado, na firma.
e depois de tres anos, pegar uma parte do resultado.
muito mais barato que banco para a firma.
e o pequeno ganha tambem.