Comunidade
A TV paga brasileira busca uma forma de transformar em receita o conteúdo audiovisual disponível pela internet.
A ideia é fazer da web uma aliada e não uma ameaça a suas receitas atuais, como ocorreu nos Estados Unidos.
Em evento da Associação Brasileira de TV por Assinatura, representantes de algumas das principais operadoras de TV por assinatura e produtoras de conteúdo mostraram que devem apostar em um modelo híbrido de negócio, que combine a oferta de conteúdo gratuito e pago.
As dificuldades de implantar um modelo gratuito, financiado exclusivamente por anunciantes, são muitas, diz Antonio João Filho, diretor executivo de televisão da Via Embratel.
De acordo com ele, sem receita de assinatura, as empresas não têm como bancar a produção de conteúdo. "Deve haver cuidado para não matar essa fonte", diz, explicando que neste segmento os anunciantes não são a principal fonte de recursos.
Uma forma de compensar a perda de assinantes seria o chamado advertainment (combinação, em inglês, para as palavras publicidade e entretenimento) - que prega a produção de conteúdos de interesse geral vinculada a marcas.
Para o diretor executivo da Net Serviços, Fernando Ramos, essa é uma modalidade desejável, por permitir a cobrança de um valor maior do anunciante. Mas, ele mesmo reconhece que, usado em excesso, esse recurso não traria escala de audiência e ainda corromperia a separação entre conteúdo e publicidade.
Ou seja, o desafio da TV paga para conviver com a internet e o seu potencial, é desenvolver um diferencial em relação ao conteúdo on-line.
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