A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou, na última sexta-feira (20), que o mercado adicionou 1,9 milhão de telefones celulares no mês de outubro, totalizando 17,4 milhões de adeptos desde janeiro.
Trata-se do segundo maior crescimento para o período de dez meses desde que a Anatel deu início à série histórica, em 2000, e fica atrás somente de 2008, quando 23,8 milhões aderiram, no mesmo intervalo de tempo, ao conforto de um telefone pessoal e portátil.
Com 168 milhões de clientes, o país é o quinto maior mercado, atrás somente da China, Índia, Estados Unidos e Rússia.
A ordem de grandeza desses números explica a disputa empreendida dias atrás entre as gigantes Telefônica e Vivendi, quando a francesa venceu com ardil a disputa pela GVT, por mais de R$ 7 bilhões.
Afinal, não há muitas oportunidades à venda nos principais mercados de telecomunicações e o que está disponível custa muito caro.
Além disso, o fato de ter gerenciado bem sua economia transformou o Brasil na vedete dos Bric no cenário internacional, conforme matéria de capa da revista The Economist de 12 de novembro, que trouxe o Cristo Redentor decolando do Corcovado.
"Foi um dos últimos a entrar na crise e um dos primeiros a sair", atesta a publicação britânica sobre o Brasil, citando o fato de vivermos em democracia, sem conflitos étnicos ou religiosos, tratando os investidores estrangeiros com respeito e, de quebra, sediando a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016.
Com tudo isso fica mais fácil entender os lances de artilharia pesada pela GVT. O Brasil indica que vai manter o ritmo acelerado por mais um ano.
A teledensidade de 87,6 % indica que há espaço de 12,4 pontos porcentuais para atingir o teto. E não se pense que as gigantes repousam. Já se espera para 2010 uma boa briga de titãs.
A mesma Vivendi, que levou a GVT, terá pela frente a Nextel na disputa pela banda H, a última faixa de freqüência para telefonia móvel de terceira geração. Vai ser uma briga boa.
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Thaís Costa é editora executiva do Brasil Econômico
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