O grupo Tigre terá sua décima segunda unidade no exterior. Acaba de comprar a fábrica e os ativos de produção de tubos de PVC da equatoriana Israriego - controlada pela Plastro.
Com a aquisição, a participação da companhia no mercado local será ampliada de 10% para até 20% e na América do Sul sua presença deve chegar a 10%. O valor do negócio não foi revelado.
A Tigre atua no mercado de tubos e conexões e tem hoje como principal estratégia o fortalecimento da sua marca fora do país.
Segundo Maria Aparecida Hallack, vice-presidente de Negócios Internacionais da Tigre, o foco é buscar novos mercados, inclusive em continentes onde ainda não atua. "Estamos crescendo bastante fora do Brasil. A expectativa é a de que até o fim do ano teremos novas oportunidades", diz.
A empresa planeja investir R$ 200 milhões até o final deste ano, valor que inclui a atual aquisição. Parte significativa dos recursos será utilizada na expansão internacional.
De acordo com a vice-presidente de negócios internacionais, novas negociações já estão acontecendo. No caso da compra da Israriego as conversas entre as empresas duraram cerca de um ano.
A Tigre já tem uma forte presença no Equador, com uma unidade fabril na cidade de Quito e um centro de distribuição.
A expansão da empresa nos países sul-americanos é estratégica. A concorrência na área de soluções plásticas para transportes fluídos se acirrou desde 2008 quando a Aliaxis, líder mundial no segmento, desembarcou no Brasil.
Nesse meio tempo, a Mexichem (controladora da Amanco, Plastubos e Bidim) também fortaleceu sua presença na região e, neste ano, deve investir US$ 500 milhões (R$ 881 milhões) no país.
Novos mercados
Na corrida para garantir novos mercados, a executiva da Tigre destaca a importância da nova aquisição. "Certamente a compra da Israriego nos coloca em uma posição de vantagem bastante importante no Equador, mas queremos um crescimento acelerado em toda a América do Sul", avalia.
Segundo a Tigre, comparando os seis primeiros meses deste ano com o mesmo período do ano passado, a empresa apresenta um crescimento de 61% no Equador.
A Tigre possui hoje 12 fábricas no exterior ( uma na Argentina, duas na Bolívia, três no Chile - incluindo as unidades da joint-venture TigreADS - além de operações na Colômbia, Equador, Peru, Estados Unidos, Paraguai e Uruguai). No mercado brasileiro a empresa controla atualmente oito fábricas.
Além da presença nesses locais, a Tigre mantém negócios com mais de 40 países, que representam 25% de seu faturamento anual (no ano passado, a Tigre registrou receita de R$ 2,3 bilhões).
No período de janeiro a julho deste ano, o grupo Tigre teve crescimento de 34% e duplicou o seu resultado operacional, em relação ao mesmo período dp ano passado, em todas suas unidades no exterior.
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Bom dia, V.Excia.
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