Mantega: "Está dentro da legalidade, senão, não seria feita"
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As ações da Tam registraram hoje (2) a maior alta "intraday" desde o anúncio da compra da companhia pela Lan Airlines, após o ministro da Fazenda, Guido Mantega, dizer que o negócio é legal.
As ações preferenciais da companhia aérea brasileira chegaram a subir 11% às 15h53, a maior alta desde 13 de agosto, o dia do anúncio da aquisição, e alcançaram R$ 39,00, cotação que se permanecesse assim até o fechamento, seria a maior desde 20 de janeiro.
Depois reduziram a alta e fecharam com valorização de 3,6%, a R$ 36,36.
"Está dentro da legalidade, senão, não seria feita", disse o ministro em entrevista hoje em Brasília. "A Lan é poderosa, forte e a Tam também. Acho que vai ser bom."
A Lan, com sede em Santiago, fez o acordo em 13 de agosto para comprar a Tam com a emissão de novas ações. A transação, toda em ações, é avaliada em até US$ 3,7 bilhões, com acionistas recebendo 0,9 ação da Lan por cada papel da Tam que tiverem.
A Lan terá cerca de 70% na nova companhia aérea, que vai se chamar Latam Airlines Group. Como parte do acordo, as ações da Tam serão retiradas de circulação.
Estrutura legal
"Havia medo porque o negócio foi muito complicado", disse Arthur Byrnes, que ajuda a administrar cerca de US$ 800 milhões na Deltec Asset Management em Nova York.
"Mantega dizer que é bom para ambas as companhias e para o Brasil retira uma parte deste medo."
Como a lei brasileira limita a 20% a participação de estrangeiros em companhias aéreas do País, os controladores da Tam vão manter 80% das ações com direito a voto da Tam Airlines, enquanto a Lan terá cerca de 70% do capital da nova companhia.
"Vi a estrutura legal e, pelo que me mostraram, aqui dentro eles só terão 20% e mandarão igual no conselho da holding lá fora, mesmo a Lan tendo mais capital que a outra", disse Mantega.
O acordo entre a Lan e a Tam vai criar a 11ª maior companhia aérea do mundo por número de passageiros transportados. Será a maior aquisição no setor em pelo menos duas décadas, de acordo com dados da Bloomberg.
Só a Cathay Pacific Airways e a China Eastern Airlines serão maiores em valor de mercado.
Em Brasília, o presidente da Tam, Marco Antonio Bologna, disse que espera a aprovação do negócio pelas autoridades.
Bologna, que falou com jornalistas depois de se encontrar com a ministra-chefe da Casa Civil, Erenice Guerra, disse que apoia a proposta, em tramitação na Câmara dos Deputados, que permite que estrangeiros tenham até 100% do capital de companhias aéreas nacionais em caso de reciprocidade nas legislações nacionais.
As duas companhias devem entregar ainda neste mês os documentos referentes à operação à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), disse Bologna.
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