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Embora projete uma melhora nos resultados do quarto trimestre do JBS, o analista Max Bueno, da corretora Spinelli, mantém "postura cautelosa" tanto sobre os números quanto sobre a sua recomendação para as ações da companhia.
"No geral, apesar dos benefícios de uma ampla diversificação regional, devem seguir pesando nos resultados do trimestre a fraqueza do dólar contra o real e a lentidão na recuperação de preços e volumes nos principais mercados externos", afirma em relatório distribuído aos clientes.
O balanço do período entre outubro e dezembro será divulgado pela empresa amanhã. Bueno estima que a companhia terá registrado um aumento de receita de 32% na comparação trimestral, devido à incorporação no resultado das recentes aquisições (Pilgrim's Pride, JBS Couros e cinco unidades de abate).
"A melhor performance operacional deverá resultar da combinação de maior utilização da capacidade instalada, contribuindo para a diluição de custos fixos, ligeira queda nos custos de aquisição de gado e preços ligeiramente superiores (+1,9% em dólar em bovinos), compensados pela desvalorização do dólar médio praticado no período", destaca.
Segundo os cálculos do analista, o JBS deve ter alcançado um lucro líquido de R$ 136 milhões no quarto trimestre de 2009, um recuo de 9,9% frente aos R$ 151 milhões do terceiro.
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