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Tecnologia

Sourcefire vê mercado após fusão entre Intel e McAfee

Rafael Palmeiras   (rpalmeiras@brasileconomico.com.br)
16/12/11 10:00


Ramírez, da Sourcefire, espera ampliar os serviços de segurança da informação para setores como varejo, saúde e educação

Ramírez, da Sourcefire, espera ampliar os serviços de segurança da informação para setores como varejo, saúde e educação

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Ramírez da Sourcefire explica que fusões entre gigantes da tecnologia pode levar a perda de foco, o que abre espaço para empresas menores de segurança da informação.

No Brasil desde 2009, a americana Sourcefire planeja um bom desempenho para 2012. E parte desse sentimento se deve ao crescente mercado de segurança no mundo.

Segundo Francisco Ramirez, vice-presidente da Sourcefire na América Latina, as fusões entre empresas de tecnologia acabam motivando os empresários a procurar empresas menores focadas em segurança da informação.

"As recentes fusões acabam tirando o foco e diluindo o serviço de segurança. O problema é que esse mercado é bastante dinâmico e as empresas precisam de um serviço em tempo real.", destaca.

Neste cenário, o executivo destaca a fusão entre Intel e McAffe feita no ano passado, além da compra da 3Com pela HP em 2009.

Expectativa

Para 2012, a Sourcefire espera ampliar a oferta de produtos no mercado. Após adquirir a também americana Immunet, a Sourcefire anuncia o lançamento do produto FireAMP, uma camada de proteção para o mercado empresarial.

De acordo com Ramírez, o produto é um dispositivo de segurança que poderá ser baixado em celulares como iPhone e os com tecnologia Android. "Com as ameaças chegando aos celulares é importante que as empresas previnam sua rede de acesso quando um funcionário for utilizar a internet via celular."

Recentemente a empresa lançou o produto Next Generation Firewall (NGFW), uma espécie de raio-x de comportamento da rede empresarial, e espera entrar em um mercado avaliado pelo Gartner em US$ 6,1 bilhões.

Com previsão de faturamento de US$ 158 milhões para este ano, a Sourcefire espera dobrar as operações no Brasil. "Atualmente o país representa 4% do faturamento da empresa e com o início das operações do primeiro ponto de integração no Brasil esperamos ampliar a oferta dos serviços."

Localizado em Higienópolis, o novo ponto será responsável por fazer a montagem dos equipamentos e distribuí-los para toda a América do Sul. "Vamos reduzir o tempo de entrega de 20 para cinco dias, além de desafogar o ponto que fica nos Estados Unidos", explica Ramírez.

Com escritório em Brasília e São Paulo, a empresa vai inaugurar também uma nova unidade no Rio de Janeiro. "40% dos nossos clientes estão no governo mas queremos ampliar nos serviços para o setores de varejo, saúde e educação."


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