Lacerda: "Além de campanha com visual retrô, vamos aumentar o financiamento, de 30 para 35 parcelas, e dar descontos de até 35% em alguns produtos"
Comunidade
Primeira campanha aprovada por Luiz Fazzio, novo presidente _da rede, quer fortalecer marca em vez de promover vendas.
A campanha de marketing de aniversário de 35 anos do Carrefour começa hoje e reflete algumas das mudanças que a varejista francesa pretende promover no país.
Serão investidos R$ 20 milhões em anúncios de jornal, rádio e televisão para fortalecer sua marca. No ano passado, o mesmo valor foi aplicado na distribuição de prêmios e promoção das vendas entre os consumidores.
O novo foco é resultado da presença de Luiz Fazzio na presidência da operação brasileira. Ele assumiu o cargo exatamente há um mês (1º de agosto), no lugar de Jean-Marc Pueyo, e com uma missão bastante complicada, pois neste momento o Carrefour depende de mercados emergentes, como o Brasil, para compensar as perdas contínuas em suas lojas da Europa.
Propaganda retrô
Para atrair a atenção do consumidor brasileiro, o filme publicitário produzido pela agência F/Nazca está ambientado em 1975, ano em que a primeira loja foi inaugurada no país.
Ele traz vários elementos da época, como personagens de costeletas e cabelos compridos, trajando pantalonas com boca de sino, bem como muitas gírias da década. "Além do retrô estar na moda, queremos contar um pouco da nossa história", diz Rodrigo Lacerda, diretor executivo de marketing do Carrefour.
Também estão previstas ações de flash mob - reunião de pessoas que para atividades inusitadas em locais públicos - no interior das lojas, além de divulgações em mídias sociais, como Twitter, Facebook e Orkut.
O executivo ainda promete descontos de 35% em alguns alimentos. Como parte da campanha, ele pretende ampliar o prazo de pagamento nas compras efetuadas pelo site do grupo, de 30 para 35 parcelas sem juros, em parte dos produtos.
Resultados
No primeiro semestre deste ano, a varejista francesa anunciou lucro líquido global equivalente a R$ 183 milhões ante prejuízo de R$ 129 milhões no mesmo período do ano passado, puxado pelas altas despesas das operações na Itália.
A companhia informou que está no caminho para cumprir sua meta de lucro operacional (antes de impostos, dividendos e outras taxas) de quase R$ 7 bilhões em 2010.
Entre abril e junho, no Brasil, a rede apresentou faturamento de R$ 6,9 bilhões, valor que representa alta de 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado.
O varejista espera encerrar o ano com 56 novas lojas no Brasil. Serão 40 unidades de baixo custo, 12 com a bandeira Atacadão, dois hipermercados e dois pontos de venda de conveniência.
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