Comunidade
A federação de sindicatos da África do Sul (Cosatu) ameaçou realizar greves antes de outubro em razão do aumento no preço da eletricidade e cogitou começar o protesto antes da Copa do Mundo em junho.
"A última coisa que queremos fazer é atrapalhar a Copa do Mundo, mas nosso interesse é maior que a Copa do Mundo", disse o secretário-geral da Cosatu, Zwelinzima Vavi.
Consumidores e empresas criticaram a decisão da agência reguladora de energia de permitir que a estatal Eskom aumentasse o preço médio da energia em mais de 25% por ano ao longo dos próximos três anos para financiar um aumento na capacidade, algo bastante necessário.
Vavi disse a jornalistas que a federação consultaria seus membros em março e abril a fim de discutir uma ação de protesto.
A Cosatu - que tem quase dois milhões de membros pagantes - já convocou uma greve para outubro, que os sindicatos são obrigados a seguir de acordo com a lei trabalhista sul-africana, mas Vavi afirmou que eles poderão convocar um protesto mais cedo.
"Talvez façamos uma grave antes disso", afirmou.
Qualquer greve antes ou durante a Copa do Mundo de futebol poderia minar a esperança da África do Sul de usar o maior evento esportivo já realizado no continente para exibir o país no exterior e atrair turistas e investimentos no longo prazo.
O descontentamento em relação ao aumento no preço da energia é generalizado em toda a África do Sul. Este ano, o aumento será de 24,8% e, nos anos seguintes, poderá ser ainda maior.
O aumento foi pouco abaixo da solicitação da Eskom para um aumento anual de 35% nos próximos três anos.
Mas os críticos afirmam que o aumento poderá elevar a expectativa de inflação e diminuir ainda mais o ritmo da recuperação do crescimento no setor privado após a primeira recessão em quase duas décadas.
A Eskom quer obter 461 bilhões de rands (US$ 62 bilhões) para construir mais usinas e evitar a ocorrência de blecautes, como os que prejudicaram a indústria de mineração em 2008.
O diretor executivo da estatal, Mpho Makwana, disse à Reuters em Londres, na quinta-feira (4), que as luzes permaneceriam acesas durante as partidas de futebol.
"No que diz respeito à Copa do Mundo, estamos garantidos", disse.
© Thomson Reuters 2010. All rights reserved.
Comentários
Últimas Notícias
- 11:36
Conab reduz estimativa de produção de grãos - 11:19
Ibovespa opera em alta, aos 66 mil pontos - 11:12
Com problemas climáticos, preços de alimentos sobem - 10:57
BoE mantém juros e amplia programa de ativos - 10:51
BCE mantém juros da Zona do Euro em 1% ao ano - 10:26
Expectativas com Grécia e juros mexem com as bolsas - 10:08
Ações do Minerva entram em ponto de compra










Existem fatos existentes que podem ser refletidos de uma forma bem mais abrangente com relação à eventos esportivos. Países emergentes hoje são vistos como países importantes para esses eventos. Compreendo que uma greve assusta a organização às vésperas de uma copa do mundo, como na África do Sul. Eventos desse porte exige transparência por parte do estado em vários sentidos. Não basta pensarmos em turismo apenas, precisamos fazer com que a população em GERAL, se identifique com tal evento, para que seja efetivada a evoluçao da Nação. Opinião: o fracasso carioca vai se dar não só pela violência em si ou tráfico, mas pela corrupção do estado e da falta de senso do sistema privado que ambos não educam a sociedade para essas "festas" que nem todos participam, mas que alguns membros da mídia mundial insistem em fingir isso. Isso gera frustração....
O Rio de Janeiro não peca pela favela, morro e violência, mas também por fazer o serviço mal-feito, como fingir a paz com um sistema de segurnaça que é mais corrompido do que podemos imaginar. O que tem isso tudo em ligação com a África do Sul?? Países emergentes, o terreno em que tudo pode. Mas ao menos a população sul-africana sabe que pode exigir algo...
Brasil ainda não.