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Estratégia

Sem Allianz, Itaú Unibanco quer concentrar operação

Thais Folego   (tfolego@brasileconomico.com.br)
20/01/10 07:25


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Na prática, a venda da participação do Itaú Unibanco na subsidiária da Allianz é a saída de uma seguradora que atua fortemente em grandes riscos.

O mercado diz que essa é mais uma indicação de que o banco estaria deixando o negócio de grandes riscos e focando em seguros massificados, como automóveis e para residências, em que fechou parceria com a Porto Seguro no ano passado.

"Quem vendeu a participação foi o Itaú banco. E esse movimento é exatamente o contrário do que o mercado está falando", afirma Antônio Trindade, diretor responsável da área de grandes riscos do Itaú Unibanco Seguros.

Segundo ele, não fazia sentido ter participação em uma operação fora do banco forte em grandes riscos.

Concorrência

Em última análise, a Allianz é concorrente da seguradora do Itaú em seguros empresariais, que envolvem grandes riscos de engenharia, de incêndio e de transportes, por exemplo.

"Devemos fechar o ano de 2009 com aproximadamente 20% de market share em grandes riscos", informa Teixeira.

Segundo Trindade, a idéia é concentrar as operações de seguros do Itaú e do Unibanco depois da fusão. Por conta disso, o Itaú comprou os 50% da XL Capital na sociedade que tinham na Itaú XL Seguros Corporativos. Na época, o Unibanco já tinha desfeito a parceria como AIG.

Hoje, o Itaú Unibanco é o maior player em grandes riscos, mas a comprada participação da XL logo após o anúncio da parceria com a Porto fez com que o mercado interpretasse que o banco estava saindo do negócio corporativo.

Um corretor que preferiu não se identificar disse que o Itaú não está mais aceitando grandes riscos.

Segundo Trindade, a seguradora sempre foi seletiva e tem uma política rígida de aceitação de riscos. "E a seguimo-as a ferro e fogo. Não vamos entrar em guerra de preços para ganhar mercado", afirma.

Mais movimentos

O mercado de seguros está em pleno processo de concentração e a última noiva desse mercado é a SulAmérica, que o setor especulava que poderia ser levada pelo Bradesco.

O ING tem participação na seguradora da família Larragoiti e já anunciou publicamente que está saindo de suas operações de seguros em todo o mundo.

A SulAmérica perdeu a parceria que tinha com o Banco do Brasil (BB) na distribuição de seguros para veículos para a Mapfre.

Nos negócios de capitalização, o BB fechou com a Icatu Hartford. Em previdência, o banco tem parceria com a Principal e os negócios de seguros na área de saúde ainda então indefinidos, está sendo negociado se a carteira vai ficar com o BB ou com a SulAmérica.

"Sem a parceria com o BB, a SulAmérica fica sem um grande canal de distribuição", comenta uma fonte.


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