Buscar uma nova colocação no mercado não é uma tarefa das mais fáceis. O processo envolve métodos que ajudam a tornar a procura mais rápida e eficiente; no entanto, as emoções, medos e anseios do profissional são elementos fundamentais para que o resultado final não seja simplesmente satisfatório, e, sim, atenda plenamente a um plano de carreira coerente e realista.
Antes de tudo, o profissional não deve encarar sua carreira como um mero ganha-pão, mas como um produto que requer ferramentas e estratégias específicas de venda.
Um equívoco muito comum entre profissionais é acreditar que a empresa que os emprega é a única responsável pela sua escalada rumo aos melhores postos hierárquicos.
As companhias modernas auxiliam, sim, os funcionários que se destacam, que se mostram envolvidos não apenas com a empresa, mas, sobretudo, com a própria carreira. E é no terreno do desenvolvimento profissional que as qualificações devem ser aprimoradas.
Fluência em inglês é fundamental - quem não fala inglês é mudo. Seguir modismos, como cursar um MBA apenas pelo fato de somar mais um certificado à coleção, é apostar fichas em um investimento que pode não ter o retorno esperado.
De nada adianta uma coleção de diplomas e certificados se faltam ao profissional habilidades como espírito de liderança e de trabalho em equipe e, sobretudo, ética e honestidade.
Entre outras ferramentas, o candidato precisa ter um currículo moderno e enxuto, uma lista de pelo menos 200 empresas-alvo, no mínimo oito referências profissionais e pessoais e, para cargos gerenciais e de direção, a abordagem de 20 consultorias caçadoras de talentos (headhunters).
Na ponta da língua, deve ter um discurso de posicionamento, que sumarize em um minuto toda a sua carreira, e um discurso de saída, explicando por que saiu da última empresa.
Networking é importante, mas exige método, organização e uma rotina difícil de seguir. Segundo pesquisas da Lee Hecht Harrison, uma das líderes mundiais no segmento de transição (outplacement), desenvolvimento de carreira e aconselhamento (coaching), parceira da Mariaca no Brasil, um networking para ser bem-sucedido exige de 30 a 40 contatos por semana - uma média de seis a oito visitas diárias.
Entretanto, não é apenas o número de visitas que define a eficácia do networking - o conteúdo das conversas é decisivo para que os contatos sejam efetivamente produtivos.
Uma boa conversa deve gerar as informações certas e acontecer com as pessoas certas. Entende-se, portanto, que esse tipo de trabalho requer tempo e um ótimo marketing pessoal, fatores que devem ser cuidadosamente aprimorados em alguns profissionais.
Uma consultoria empresarial, especializada no assunto, pode ajudar o profissional a traçar um plano consistente de carreira, identificar seus pontos fracos e fortes, potencializar o networking e orientar seu marketing pessoal, no sentido de tornar mais focada e eficiente a busca de nova colocação no mercado.
----------------------------------------------------------
Marcelo Mariaca é presidente da Mariaca e professor do MBA da Brazilian Business School
Comentários
Últimas Notícias
- 21:00
Encerramento do Noticiário - 20:59
Pressão negativa na bolsa brasileira deve permanecer - 20:40
Suzano tem produção impactada por parada não programada - 20:29
Twittadas da semana - 20:16
MLS tem crescimento, com público maior que o do Brasileirão - 20:00
Light Energia adquire 51% da Guanhães Energia - 19:48
Eficiência da Coca-Cola vai reerguer Neugebauer








Buscar uma nova colocação no mercado não é uma tarefa das mais fáceis. O que acontece é que as vezes os profisssionais sofrem grande pressão e cobranças, tanto na vida profissional ou familiar, que as vezes esquece de se reciclar.
Diretor Executivo e Comercial da Revista Eletrônica 2/1 ( www. doisporum.com.br) ( www.hausemer.com.br)