Em breve, construir um carrinho movido a hidrogênio ou montar uma turbina de vento com gerador capaz de recarregar pilhas serão brincadeiras de criança no Brasil.
Estes brinquedos são a especialidade da portuguesa Science4you, que em setembro terá seus produtos à venda no país.
"Costumamos afirmar que a faixa etária do nosso público vai dos 5 aos 55 anos", diz Miguel Pina Martins, presidente da empresa, referindo-se ao potencial de vendas previsto para o território nacional.
A Science4you, com apenas dois anos de existência, chegará ao varejo brasileiro por meio de uma parceria com a rede Fnac e com a distribuidora JKN.
Com preço de venda na faixa de R$ 30 a R$ 90, Martins estima que as varejistas brasileiras terão uma margem de lucro de cerca de 30% a cada unidade comercializada.
A princípio serão trazidos ao país oito modelos de um portfólio de 18 brinquedos, cuja fabricação fica a cargo de empresas terceirizadas na Alemanha e em Taiwan.
"O Brasil é um mercado estratégico para nossa empresa. É um país em crescimento, além de a língua ser a mesma", diz Martins. A marca é vendida também na Espanha, e o próximo passo do empresário é chegar a Angola, Itália e Reino Unido, países onde a companhia estuda parcerias.
Lição de casa
Martins ainda era aluno de economia da Faculdade de Ciências de Lisboa quando pensou em criar uma empresa de brinquedos científicos e didáticos para seu trabalho de conclusão de curso.
A ideia de Martins, hoje com 25 anos, conquistou 14 sócios, além da própria faculdade, que certifica os produtos da Science4you.
"Temos o símbolo da Faculdade de Ciência de Lisboa nos nossos brinquedos", afirma. No ano passado, a Science4you faturou cerca de R$ 450 mil e para este ano a expectativa é beirar o primeiro R$ 1 milhão.
Personalização
Segundo Martins, além da expansão, a ideia é desenvolver novos brinquedos de acordo com a demanda de cada país.
"Se na Islândia nos pedirem um vulcão, nós vamos desenvolvê-lo em Portugal, com os nossos designers e engenheiros, e o enviaremos para lá. O centro de criação ficará sempre em Portugal", diz.
No entanto, o empresário não pretende usar a nacionalidade dos brinquedos como marketing. "Ser português não aumenta o valor da mercadoria", afirma. Mas, no caso do Brasil, ele acredita que a proximidade do idioma pode ajudar a impulsionar os negócios.
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