Ronaldo Sardenberg está à frente da Anatel há cerca de três anos. Seu mandato, que pode ser renovado, termina em novembro de 2010, mas a agência continuará no centro das atenções devido à aceleração da dinâmica do mercado no Brasil.
Em que estágio está a questão da escassez da numeração de São Paulo. Quando a Anatel tomará uma decisão final para solucionar este problema?
Pretendemos definir muito proximamente, é questão de semanas. Tem sido argumentando que há números ociosos e que é possível trabalhar sem fazer alterações, mas por enquanto não recebi do setor técnico da agência comentários sobre isso, continuo a pensar que será preciso criar o código 10 em São Paulo e talvez especializar um código específico para modems.
Isso foi muito discutido pelo setor técnico da Anatel, não foi uma decisão tomada de um dia para o outro.
A agência está ponderando argumentos em contrário, não temos o objetivo de criar isso [o novo código], mas a avaliação da agência é que há essa necessidade.
O assunto continua a ser tratado e se os setores técnicos não estiverem convencidos é muito provável, quase certo, que agência reafirmará a decisão.
Como o senhor avalia o processo de consolidação das empresas do setor?
Ainda não posso falar porque eles [Oi e Telefônica] acabaram de entrar com os pedidos [de anuência prévia].
A gente está estudando, evidente que haverá análise cuidadosa do setor técnico e mesmo da procuradoria e nós vamos procurar trabalhar com a celeridade possível, cumprindo todas as etapas legais.
A Telefônica falou de 60 dias...
Este é um prazo entre eles. Tomamos nota com interesse, mas não podemos fazer mais que isso. Temos procurado trabalhar com diligência.
Está tudo numa etapa muito preliminar no sentido de chegar a entendimentos consensuais, de criar consenso dentro da Anatel.
Como senhor vê os desafios para o próximo ano?
A pauta é muito grande, aumentou o número de questões e a importância das questões.
Os assuntos ficam mais importantes e complexos, porque cada vez mais afetam um maior número de usuários e pessoas.
Se você compara o universo da Anatel hoje com o de cinco anos atrás, ele cresceu enormemente. E não é só questão de crescimento vegetativo, mas de complexidade.
Por mais que as pessoas sejam competentes, conselho, área técnica, o número de problemas cresceu muito e estamos correndo atrás.
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