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Apesar de extinguir a bandeira ABN Amro Real ainda este ano - como resultado final do processo de absorção do banco, adquirido em 2007 - o espanhol Santander terá a "cara" da operação brasileira.
A empresa anunciou ontem que aplicará até R$ 170 milhões ao longo deste ano em publicidade para trabalhar um novo discurso similar ao do Real antes da fusão.
Uma linguagem que difere bastante da postura agressiva de ofertas e novos produtos que marcaram a entrada dos espanhóis no Brasil.
Do montante anunciado, R$ 40 milhões serão consumidos nos próximos seis meses para a veiculação dos comerciais sob o slogan "Juntos". É praticamente o tempo para concluir os últimos processos de integração das operações entre as instituições.
"Até o terceiro trimestre, estaremos prontos para fazer a migração completa para a base tecnológica do Santander", disse Angel Agallano, vice-presidente do Santander.
Depois disso, começa a transformação das agências do Real em Santander, afirma o vice-presidente de marca, Fernando Martins, profissional que junto com o presidente, Fábio Barbosa, vem do Real. Em janeiro, 4,3 milhões de clientes de cartões de crédito do Real foram transferidos.
Desafios
Com o discurso do Real, o Santander não quer correr risco de perder clientes na extinção da antiga bandeira, já que os mais fiéis podem rejeitar o novo banco por motivos diversos - desde questões de afeição à marca Real até qualquer problema no atendimento em uma nova agência Santander.
Apesar de não comprovar em números, Martins afirma que não teve perdas de clientes até aqui, mesmo trabalhando com uma base comum de cliente pequena, inferior a 5% dentro de um universo de 10 milhões, disse o executivo.
Segundo Martins, 250 profissionais, chamados de "facilitadores" estão dedicados a esse processo de transição. O banco trabalha na formação de 1,2 mil monitores.
"Só com o tempo saberemos se haverá problemas nesta transição." Embora o novo discurso no Brasil seja diferente da característica espanhola, Martins afirma que essa postura é universal.
"Hoje estamos integrando três bancos na Inglaterra, por exemplo."
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