Dias atrás, falamos aqui de empresários que dedicam tempo e dinheiro ao projeto Parceiros da Educação, que tem o objetivo ambicioso de implantar um modelo de gestão e um padrão pedagógico capazes de dar às escolas públicas o mesmo grau de excelência das melhores instituições privadas.
O caminho a ser percorrido até que a meta seja alcançada é longo. Mas a iniciativa, em si, já mostra na atual geração de empresários um tipo de preocupação social que não se fazia notar entre os homens de negócios de um passado recente.
As empresas brasileiras sempre patrocinaram projetos assistenciais que entregavam peixe para o povo. A geração atual - para me valer de uma expressão desgastada, mas ainda precisa - quer ensinar a pescar.
Outros projetos de natureza semelhante têm sido notados pelo Brasil afora. Conforme mostra o colunista César Giobbi na página 38 desta edição, empresários estão criando museus dedicados a expor coleções de arte que antes eram mantidas distantes dos olhos das pessoas.
Também estão sendo criados museus voltados para o registro da história de um determinado ramo da atividade econômica. Iniciativas como essas são fundamentais para permitir que uma quantidade cada vez maior de brasileiros, dispondo de educação de boa qualidade ou tendo acesso a bens culturais relevantes, reúna meios de alcançar um grau de desenvolvimento humano superior ao das gerações passadas.
Enquanto empresários se dedicam a fazer o que, em tese, é uma obrigação oficial, o governo avança na direção do assistencialismo puro e simples. No mês passado, o programa Bolsa Família beneficiou 12,6 milhões de famílias em todo o país.
O número deve chegar a 13 milhões até dezembro deste ano. O ideal seria, num país em que o nível de emprego tem crescido tanto (conforme mostram as estatísticas oficiais), que a concessão de auxílio por programas como esse caísse - e não subisse.
Necessário como arma de combate à miséria, o Bolsa Família peca por não prever uma porta de saída.
Do jeito que está, no entanto, tem-se a impressão de que o programa será perpetuado e que as pessoas beneficiadas não terão direito a uma vida independente desse dinheiro.
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Ricardo Galuppo é diretor de redação do Brasil Econômico
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tive a oportunidade de conhecer este projeto atraves de uma reuniao oferecida pelo Jornal Brasil Economico na sede do Jornal O dia no Rj atraves do direto de redação Ricardo Galuppo sem divida e uma iniciativa maravilhosa, a ser seguida por varios empresarios... Bons exemplos precisam ser copiados...
É muito interessante esses projetos aos menos favorecidos, pois dá oportunidade a quem quer fazer diferença, tirando o menor do contato com situações que não vão levá-los a lugar algum, tenho contato com pessoas que trabalham em projetos como esses dá resultados. Quem dera projetos como esses serem como vírus...