O Grande encontro de prefeitos — unidos por São Paulo e pelo Brasil — com Serra e Alckmin ocorre nesta noite na capital paulista
Comunidade
A campanha tucana começa a atuar em diversas frentes para tentar reverter o desempenho em queda contínua do presidenciável José Serra nas pesquisas de intenção de voto das eleições de 2010.
A iniciativa já é perceptível nos discursos mais recentes do candidato, e na internet, onde um novo slogan reforça o momento atual da campanha: "É a hora da virada."
Desde domingo, o site de Serra mudou, depois de dois dias fora do ar que, inicialmente, foram explicados pela coordenação de campanha como um problema no provedor.
A iniciativa da mudança partiu do recém contratado consultor Ravi Singh - um indiano que usa até turbante -, da Election Mall Tecnologies (com sede nos Estados Unidos), que atuou na campanha de Juan Manuel Santos à Presidência da Colômbia.
A nova estratégia não foi decidida pela equipe do marqueteiro tucano Luiz Gonzalez e, ao menos por enquanto, não deve ser usada na TV. O horário político de ontem à tarde, porém, trouxe ataques à candidata petista destacando que "com Dilma, a saúde não melhora".
O programa mostrou hospitais públicos geridos pelos governos federal e estaduais comandados pelo PT, com imagens de macas em corredores e falta de equipamentos em hospitais em mau estado de conservação, como o do Fundão, no Rio de Janeiro, administrado pelo governo federal, e hospitais em Salvador e Aracaju, sob responsabilidade de governos estaduais comandados pelos petistas Jacques Wagner e Marcelo Déda, respectivamente.
No fim de semana, o presidenciável começou a se aproximar de correligionários bem posicionados em pesquisas de intenção de voto. Esteve com Alckmin em Ribeirão Preto, interior de São Paulo.
"Vamos ganhar essa eleição em São Paulo e no Brasil", afirmou em palanque. Na segunda-feira, fez outro "discurso da virada" em Minas, ao lado de Aécio Neves. "Já viramos em Minas, vamos virar juntos no Brasil", disse.
Em reunião fechada em São Paulo, na segunda-feira, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - deixado de lado na campanha de Serra em lugar da imagem de Lula - fez críticas ao marketing utilizado pelo PSDB. FHC criticou a tentativa de mostrar Serra como "Zé". "Serra não é Zé. Serra é Serra mesmo".
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