Engenheiros são profissionais que, depois dos administradores de empresas, ocupam o maior número de altos cargos executivos nas corporações, segundo mostram diversas pesquisas.
Eles estão não só nas fábricas, nas usinas, nas siderúrgicas, nos canteiros de obras, mas também em áreas diversas como administração, finanças e contabilidade, marketing, vendas, recursos humanos, comunicação, gestão ambiental, entre outras, concorrendo com profissionais de formações mais específica.
Além disso, o mercado para engenheiros têm se expandido, seja pelo crescimento da economia, seja pelo surgimento de novas demandas da sociedade que exigem as habilidades de quem tem formação mais técnica.
Por tudo isso, especialistas acreditam que o Brasil deverá acelerar a formação de engenheiros para atender às demandas do crescimento econômico.
A preferência por engenheiros em áreas tão diversas resulta de sua formação profissional. Em primeiro lugar, ingressar em uma boa faculdade de engenharia e conseguir formar-se bacharel cinco anos mais tarde são comprovações de inteligência avançada e disciplina mental quantitativa.
Logo, esses profissionais aprendem a lidar com planejamento e projetos e como colocá-los em prática de forma mais prática, racional e econômica.
Para isso, desenvolvem a capacidade de raciocinar e resolver problemas de forma lógica, estruturada e organizada. Desde a universidade, familiarizam-se com planilhas e cronogramas físicos e financeiros, habituam-se a usar números para fundamentar suas ideias e conclusões e para medir e avaliar os resultados, tarefas que entediam outros profissionais, principalmente aqueles que se dedicam à criação, mas que são imprescindíveis na empresa moderna.
Outra qualidade que faz do engenheiro um profissional polivalente é o gosto pela criação de modelos e a elaboração de cenários objetivos, o que favorece sua colocação no mercado financeiro ou na área financeira de empresas.
Até há pouco tempo engenheiros predominavam no board de uma das mais importantes instituições financeiras do país. Um engenheiro de boa formação também tem uma visão holística dos processos e do próprio negócio, uma das aptidões mais valorizadas no mercado.
Não é de se estranhar, portanto, que esses profissionais estejam presentes no topo de instituições financeiras, nas indústrias e nas empresas de prestação de serviços. Engenheiros de produção, por exemplo, pela capacidade de atuar na organização, controle e aumento da eficiência e qualidade dos processos, podem trabalhar tanto nas linhas de montagem das indústrias, como no planejamento de empresas de serviços.
Também está no DNA do engenheiro exigir a comprovação, no mundo físico ou no universo dos números, de que a coisa, apesar de todo o planejamento, vá de fato funcionar.
Costuma-se dizer que idealistas, poetas e visionários são inspirados pelos deuses para conceber produtos revolucionários e maravilhosos, mas deixam aos engenheiros a tarefa de torná-los realidade e fazê-los funcionar.
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Marcelo Mariaca é presidente da Mariaca e professor de MBA da Brazilian Business School
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Bom dia!
Era funcionário público e agora após minha formação em Engª de Produção Mecânica e Pós graduação em TPM e com 42 anos estou tentando engressar no mercado a um ano e meio, procuro os principais sites de recolocação profissional e envio currículos a todas as empresas que assim possibilitam, sem nenhuma restrição quanto a horário, local de trabalho, etc.
Curioso que tenho muito cohecimento em mecânica e processos afins, porém raramente sou convidado a entrevistas ou seleções.
Sempre vejo reportagens de que necessitam engenheiros nos mais diversos segmentos do mercado e curiosamente continuo desempregado, seria a idade, a falta de experiência. Bom não sei porém até agora não consegui nada no mercado da engenharia.
O investimento nas engenharias através do fortalecimento das instituições científicas e tecnológicas é o caminho para que um inovador desenvolvimento sustentável brasileiro torne-se uma realidade. Desse modo, torna-se fundamental a implementação de um processo de cooperação e compartilhamento do conhecimento entre a academia e a empresa como uma resposta ao desafio de que um maior avanço científico do país produza resultados práticos. Isso não significa dizer que as universidades percam a sua identidade, mas que passem a ser, também, ambientes de inovação tecnológica com visão de sustentabilidade,sempre no sentido de preservar e progredir.
O processo de formação dos novos engenheiros deverá passar por essa nova visão. Alem de uma sólida formação científica, o chamado modelo politécnico, as escolas de engenharia devem incluir a inovação como questão determinante na formação do novo engenheiro. A responsabilidade social e ambiental, o compromisso com a ética e o empreendedorismo devem ser incluídos, também, no processo de formação dos profissionais para o novo século.
A boa formação universitária terá papel preponderante para melhoria desse aspecto, porem deve ser acompanhada, também, de uma mudança de mentalidade e conceitos. O engenheiro deve ser compreendido como o elemento-chave para o processo de condução das inovações tecnológicas aos diversos setores da sociedade. Precisamos valorizar as ações, os produtos e processos e não somente as palavras.
A dependência tecnológica é a forma contemporânea de subserviência à dominação. Assim, precisamos que o engenho da inovação processe o conhecimento para produzir os bons resultados que permitirão construir a usina do progresso que será um Brasil livre e democrático, economicamente desenvolvido,tecnologicamente avançado, socialmente justo e ambientalmente correto.Enfim inovador e sustentável com preservação e progresso.
PAULO CESAR BASTOS é engenheiro civil