Santos chegou à Presidência da Colômbia com a promessa de manter a política de "segurança democrática"
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O governo do presidente colombiano, Juan Manuel Santos, ordenou esta sexta-feira (3) fortalecer o combate às guerrilhas diante dos sangrentos ataques que deixaram, esta semana, 14 policiais e três militares mortos, estimaram analistas, considerando longínqua a possibilidade de um diálogo.
"A ordem que foi dada aos comandantes, aos chefes de toda a polícia é fortalecer, fortalecer e fortalecer. Não podemos baixar a guarda, o que temos que fazer é confrontar o terrorismo com tudo o que está ao nosso alcance", disse Santos no âmbito de um conselho de segurança.
O presidente e os altos comandos militares foram na sexta-feira para o departamento de Caquetá, no sul do país, onde morreram os 14 policiais, para celebrar um conselho de segurança e avaliar a estratégia de segurança na região.
"Viajamos para Caquetá para, em primeira mão, estudar a situação e tomar as medidas necessárias", disse Santos.
Este ataque, o pior desde que Santos assumiu a presidência, em 7 de agosto, ocorreu em um campo minado em uma zona rural do departamento (estado) de Caquetá, no sul, onde é forte a influência das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, esquerdistas).
"Na lógica das Farc, com estes ataques tenta dar apoio à proposta de paz feita por seu comandante, Alfonso Cano" uma semana antes da posse de Santos, "mas o efeito que pode produzir é o contrário", opinou o cientista político Alfredo Rangel, da Fundação Segurança e Democracia.
"A resposta do governo será insistir em que sua vontade de enfrentar a guerrilha não vai se dobrar com este tipo de ação. O governo e a sociedade esperam que para que haja diálogo cessem os atos de violência e haja mais atos de paz, como a libertação dos sequestrados", assegurou.
"Estes últimos ataques demonstraram que a guerrilha não mudou sua concepção da lógica de guerra e paz, e com isto só vai conseguir que se feche a porta", opinou Rangel.
Santos, um político de direita que foi ministro da Defesa do ex-presidente Alvaro Uribe, entre 2006 e 2009, chegou à Presidência da Colômbia com a promessa de manter a política de "segurança democrática", que privilegia o enfrentamento militar contra as guerrilhas e que valeu uma altíssima popularidade a seu predecessor.
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