"Portugal tem a possibilidade de abrir as portas da Europa para as empresas brasileiras"
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Venda de ativos das elétricas EDP e Ren foi discutida em reunião entre Pedro Passos Coelho e Dilma Rousseff.
O primeiro ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, considera positivo o interesse das empresas brasileiras Eletrobras e a Cemig pela compra de participação nas estatais de energia portuguesas EDP e Ren (Rede Elétrica Nacional) que estão sendo privatizadas como parte de um amplo processo de recuperação da crise econômica do país.
A venda de ativos das companhias foi discutida com a presidente Dilma Rousseff no início da noite desta quinta-feira (27/10) em reunião que durou mais de uma hora e meia no Palácio do Planalto.
Os líderes de estado acertaram uma aliança estratégica bilateral a ser firmada em 2012. Os pilares do acordo será elaborado por um grupo de trabalho dos dois países.
"Se queremos uma aliança estratégica com o Brasil não faria sentido não vermos com bons olhos as propostas das empresas brasileiras", afirma Passos.
Contudo, Passos afirmou que a decisão sobre a venda dos ativos das estatais ainda não tem prazo para ser anunciada já que depende também de negociações que envolvem os sócios.
Além disso, o negócio não será firmado apenas com os olhos voltados para os ganhos financeiros para as duas operações, mas terá um aspecto mais amplo de servir de alavancagem para as economias dos dois países.
"Não há dúvidas que há interesses estratégicos para expansão de negócios de Portugal e do Brasil para outros países da América Latina e da África", diz Passos.
O primeiro ministro português espera que a aliança estratégica a ser desenvolvida com o Brasil não fique apenas no interesse na compra de ativos de empresas portuguesas, mas gere investimentos de empresas nacionais no país não apenas visando o mercado português, mas também os demais países da Zona do Euro.
"Portugal tem a possibilidade de abrir as portas da Europa para as empresas brasileiras".
Passos disse que não conversou com a presidente Dilma Rousseff sobre possibilidade de compra de títulos da dívida portuguesa pelo governo brasileiro.
Ele também não garante que o Brasil possa participar, por meio de empresas privadas, de um fundo para a estabilização das economias europeias que está sendo montado como forma de socorro das economias europeias.
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Se conseguirem chegar a acordo penso que trará vantagens mutuas já que o Brasil pode trazer um ainda maior poderio financeiro à empresa nacional e a EDP pode introduzir definitivamente o Brasil no mercado energético europeu!