PIB mostrou que consumo das família está anêmico, pontuou LCA
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Mesmo com o avanço do PIB americano, o ritmo de recuperação econômica dos Estados Unidos está um pouco distante de afastar a possibilidade de elevação dos juros antes de 2014.
Dados preliminares revelados nesta sexta-feira (27/1) mostraram que a economia do país expandiu 2,8% no quarto trimestre de 2011, ante o trimestre anterior.
No terceiro trimestre, a economia avançou 1,8%.
O número decepcionou os analistas do mercado, já que previam acréscimo de 3%.
De acordo com relatório, o crescimento refletiu as contribuições positivas dos investimentos privados, gastos dos consumidores, exportações, investimentos residenciais e não residências.
Na contramão, as contribuições negativas partiram dos gastos do governo federal, estadual e local.
Assim, a LCA destacou que embora o indicador tenha vindo em linha com a estimativa, "o resultado do PIB trouxe detalhes majoritariamente frustrantes, com a aceleração do investimento residencial tendo sido a única surpresa positiva."
Por sua vez, o índice que mede os gastos dos consumidores (PCE, na sigla em inglês) sofreu acréscimo de 2% no quarto trimestre de 2011, contrastando com uma alta de 1,7% no trimestre anterior. A LCA descreveu o consumo das famílias como anêmico.
"O comportamento do PIB é mais uma sinalização de recuperação, mas sem alguma certeza do futuro econômico do país. Percebe-se que a probabilidade da economia continuar com caráter evolutivo é maior do que a possibilidade do compasso de melhora ser eliminado por um efeito de cautela e da crise internacional", avaliou Eduardo Oliveira, operador da Um Investimentos.
Oliveira destacou ainda que uma antecipação do aumento de juros no país antes de 2014 só aconteceria se a economia apresentasse uma melhora bem expressiva.
"Enquanto não tiver um cenário positivo acho muito difícil isso acontecer. Acho que os problemas na Europa não vão perdurar até 2014, o que vai continuar é o crescimento europeu fraco, registrando uma recessão esse ano; no próximo, expansão fraca; e em 2014 poderá ser um pouco melhor", considerou.
Os comentários de Oliveira se contrapõem à afirmação do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de Richmond, Jeffrey Lacker, de que as condições econômicas não justificarão juros baixos por um longo período.
"Eu espero que a expansão econômica continue, mesmo que aconteça de forma moderada, assim a taxa de juros precisa subir para prevenir pressões inflacionárias", justificou o presidente do Fed de Richmond.
Desde modo, o executivo destacou que o aumento dos juros no país provavelmente acontecerá antes de 2014.
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