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PIB dos Estados Unidos cresce 2,4% no 2º trimestre de 2010

Brasil Econômico   (redacao@brasileconomico.com.br)
30/07/10 09:30


A expansão da maior economia do mundo no primeiro trimestre foi revisada para 3,7%. Wall Street deve abrir em baixa nesta sexta-feira

A expansão da maior economia do mundo no primeiro trimestre foi revisada para 3,7%. Wall Street deve abrir em baixa nesta sexta-feira

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A economia dos Estados Unidos, considerada a maior do mundo, teve crescimento de 2,4% no segundo trimestre deste ano, conforme divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Departamento de Comércio.

Trata-se de um ritmo ligeiramente inferior ao previsto pelo mercado, refletindo o forte déficit comercial e a redução nos gastos dos consumidores.

O consenso das projeções apontava para um salto de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Por sua vez, a expansão do primeiro trimestre foi revisada de 2,7% para 3,7%.

Já o deflator do PIB registrou variação positiva de 1,8% no segundo trimestre, contra 1,0% na medição anterior.

O PIB mede os bens e serviços produzidos na economia em determinado período. O indicador é formado por cinco componentes: consumo, investimento, gastos governamentais, nível de estoque e saldo de comércio exterior.

Análise

A maior economia do mundo se contraiu 4,1% entre o quarto trimestre de 2007 e o mesmo período de 2009.

Os gastos domésticos caíram 1,2% em 2009, mais que o dobro do projetado pelo mercado e registrando o maior declínio desde 1942.

Os gastos dos consumidores, que representam quase 70% da economia, aumentaram 1,6% no primeiro trimestre do ano, em comparação com o avanço de 1,9% registrado nos três meses anteriores, ficando abaixo da previsão de 2,4% dos analistas pesquisados.

Os ganhos dos trabalhadores também diminuíram, impactando os gastos dos consumidores.

A economia americana já perdeu 8,4 milhões de postos de trabalho desde que a recessão teve início em 2007.

Reação

A divulgação do indicador era amplamente esperada pelos analistas e deverá ditar o comportamento dos mercados nesta sexta-feira.

Na Ásia, as bolsas da região caíram hoje por receios de que o crescimento nos EUA apresentasse surpresas negativas, acompanhados de comentários do Fed, o que pode gerar um movimento de realização sobre o firme rali deste mês.

Na Europa, a maioria das praças acionárias operam em terreno negativo, também afetadas pelo movimento de cautela entre os investidores.

No Brasil, o índice futuro apontava para uma abertura em queda no pregão local. Às 09h34 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro registrava recuo de 0,41%, aos 66.990 pontos.


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