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Decisão

Philips encerra produção de lâmpadas incandescentes

Michele Loureiro   (mloureiro@brasileconomico.com.br)
26/02/10 17:01


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A multinacional holandesa Philips anunciou hoje (26) que irá fechar sua planta na cidade de Mauá (SP) a partir de 30 de junho. A unidade é responsável pela produção de lâmpadas incandescentes.

A companhia destaca que setor de iluminação tem passado, globalmente, por uma grande transformação sem precedentes, motivado pela busca de produtos e soluções que contribuam para uma maior eficiência energética e diminuição da emissão de gases que causam o efeito estufa.

Baseada neste cenário, a Philips qualifica o fechamento da unidade - que emprega cerca de 400 trabalhadores - como "caminho natural" e aposta na substituição de produtos convencionais com baixa eficiência por inovações que agregam mais valor.

A empresa informa que a infraestrutura industrial global da Philips, com fábricas na Ásia, Europa e América do Norte, possibilitará a continuidade de fornecimento de lâmpadas para o Brasil, a preços competitivos, sem nenhum tipo de ruptura no forncecimento.

O encerramento das atividades será conduzido em duas etapas, sendo a primeira iniciada hoje (26), com a descontinuidade da unidade de HID (lâmpadas para iluminação pública) e a segunda fase no terceiro trimestre de 2010, quando as demais atividades da fábrica serão encerradas.

Contudo, a empresa destaca o compromisso com o país e lembra os investimentos de US$ 300 milhões dedicados à aquisição de empresas na área de fabricação de equipamentos médicos, luminárias profissionais e de consumo (produtos de alto valor agregado e utilizando a tecnologia de LEDs).

Trabalhadores

Os cerca de 400 funcionários da unidade de Mauá receberam a notícia com surpresa. Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá (Região do ABC Paulista), Cícero Firmino, havia rumores de fechamento da fábrica, mas não se acreditava na concretização do fato.

"Os trabalhadores iniciaram greve na tarde de hoje e vamos fazer uma assembléia na segunda-feira (1). Mas a decisão já foi tomada e é praticamente impossível que a empresa volte atrás", explica.

O processo de fechamento da unidade teve início com a demissão de 25 colaboradores nesta sexta-feira.


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