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Análise

Petrobras tem tecnologia para evitar desastres ambientais

Elaine Cotta   (ecotta@brasileconomico.com.br)
20/07/10 17:06


Para Pinto, os preços do petróleo devem oscilar entre US$ 60 e US$ 80 o barril nos próximos anos

Para Pinto, os preços do petróleo devem oscilar entre US$ 60 e US$ 80 o barril nos próximos anos

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Um desastre ambiental de grandes proporções, como o provocado no Golfo do México pelo vazamento do poço de petróleo da Bristish Petroleum, dificilmente poderia acontecer no Brasil.

Doutor em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sanná Pinto analisou a fundo a atuação da Petrobras da América do Sul, além de ter especialização em petróleo e suas implicações para a geopolítica no uso de recursos naturais.

"A Petrobras tem tecnologia para evitar que um desastre como o da BP aconteça no Brasil", disse o pesquisador.

Segundo ele, um desastre ecológico como o que atingiu o litoral dos Estados Unidos dificilmente aconteceria porque a estatal brasileira tem domínio amplo sobre a tecnologia de exploração de petróleo em águas profundas.

"Um outro acidente desse tipo é muito pouco provável de acontecer. O caso da BP foi algo sem precedentes", afirma Sanná Pinto.

A avaliação é do pesquisador Luiz Fernando Sanná Pinto. Ele lembra a explosão da P-36, plataforma da Petrobras que afundou em alto mar em 2001 matando 11 pessoas, nem se compara com o caso BP.

"Nunca havia acontecido um desastre desse tamanho e muito pouco provável que algo semelhante aconteça de novo", disse.

"Para a Petrobras, o máximo que pode acontecer é um aumento nos custos de produção previstos para as bacias do pré-sal."

Para Pinto, os preços do petróleo devem oscilar entre US$ 60 e US$ 80 o barril nos próximos anos.

"O preço do petróleo é muito volátil. Desde 2006 ele vem oscilando muito e boa parte dessa variação é fruto de especulação", afirma.

"Mas a expectativa é que a demanda siga aquecida e por isso ninguém estima o barril do petróleo abaixo dos US$ 60 e os investimentos da Petrobras no pré-sal serão feitos mesmo que por algum motivo o valor do barril fique um pouco abaixo disso", conclui o pesquisador.


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