Comunidade
O incêndio no centro de distribuição do Ponto Frio, em Guarulhos (SP), ocorrido na última quarta-feira (12), destruiu a estrutura do edifício e um estoque avaliado em cerca de R$ 50 milhões.
Algo, no entanto, parece sair fortalecido das cinzas: o Grupo Pão de Açúcar. A rede adquiriu o Ponto Frio em junho de 2009 e agora está em meio a uma complicada fusão de sua área de eletros com a Casas Bahia.
Apesar dos problemas para a consolidação dos dois negócios, foi exatamente a nova estrutura que deu garantias ao mercado de que o Ponto Frio não iria parar.
Uma central de emergência foi montada pelo grupo para enfrentar mais essa crise. "Tão logo tivemos a má notícia, acionamos o comitê de crise da companhia que foi liderado pelo diretor financeiro do Ponto Frio, Orivaldo Padilha", afirma Hugo Bethlem, vice-presidente do Grupo Pão de Açúcar e que coordenou o comitê, do qual participaram também Jorge Herzog, vice-presidente de operações do Ponto Frio, representantes das áreas de TI, logística, jurídico, administrativo, tributário e, principalmente, executivos das áreas comerciais do Ponto Frio e Casas Bahia.
A rede da família Klein acompanhou de perto todo o processo logístico, com a missão de atender a demanda de produtos, caso a indústria não fosse rápida o bastante para suprir o estoque perdido.
"A solução não passou pela Casas Bahia porque não foi preciso, mas ela esteve envolvida em todo o processo", diz Bethlem - reforçando assim as recentes declarações do presidente do grupo, Abilio Diniz, sobre a proximidade de um acordo com os Klein.
A prioridade do comitê era de assegurar e dar assistência a funcionários e moradores da região e também garantir a continuidade da operação. Ninguém se feriu no incêndio.
No centro de distribuição (CD) de Guarulhos estavam móveis (70% do total), produtos de linha branca (25%), como geladeiras, fogões e máquinas de lavar, e televisores (5%), um montante pequeno perto da soma da rede, que conta 39 CDs, sendo 19 do Grupo Pão de Açúcar, 10 da Casas Bahia e 10 do Ponto Frio.
Bethlem garante que apenas 1% do total de pedidos sofreu algum tipo de atraso.
"Foram casos pontuais de modelo ou cor, que foram identificados previamente e os clientes contatados", diz. As novas compras também não estão tendo problemas.
As causas do incêndio ainda estão em apuração e ao menos uma parte importante da área foi preservada: o escritório, liberado ontem às 14h pela polícia técnica. "O centro tinha mais de 15 anos e toda a área de dados ficou intacta", diz o executivo.
O edifício não pertence ao Ponto Frio e conta com seguro tanto para o prédio quanto para o estoque. Bethlem garante que o grupo não terá desembolso financeiro na reconstrução do prédio, a ser coberta com a apólice. Ele não revela seu valor, mas diz que é "mais do que suficiente para a obra".
As obras devem demorar de oito a dez meses, tempo suficiente para que seja finalizada a associação com a Casas Bahia e, com sorte, para que saia o parecer do Conselho Administrativo de Defesa Econômica sobre o negócio.
A expectativa é que o espaço passe a ser utilizado no futuro para atender a operação de supermercado (Pão de Açúcar) e atacado (Assai), que hoje demandam de ampliação.
"Vamos fazer uma racionalização de nossos centros de distribuição, buscando maior eficiência logística", afirma. Isso pode significar o fechamento de alguns CDs e remanejamento de outros.
Comentários
Últimas Notícias
- 21:45
Encerramento do Noticiário - 21:44
Com altas recentes, Ibovespa pode passar por correção - 20:59
Twittadas da semana - 20:40
Pantene assina patrocínio com Rosas de Ouro - 20:27
Superbowl deve movimentar bilhões - 20:07
Ibovespa volta aos 65 mil pontos e tem máxima em 9 meses - 19:55
Supermercados devem fornecer sacolas por mais 2 meses










Put´s que noticia Ruim!!! Nós estavamos torcendo para essa fusão não vingar.. Pelo que vejo está caminhando.....
É.... vamor ter que entrar no bolo do DIniz!! Lucro em cima de mercadorias e tb em cima de funcionários...
gostaria de ter noticias sobre a real fusao do ponto frio com a casas bahia no dia 01/07/10
o que realmente foi acordado nesta data
gostaria de saber como vai ficar a situaçao dos montadores fala se muita coisa na loja e todos estao em cima do muro o preço das montagens ja caiu o que mais vcs vao cortar deles / gostaria de saber as realidades dos fatos sei que todos os montadores estao preocupados
Sou Motorista entregador de uma empresa tercerizada que presta serviços para ponto frio do vale do aço. Nota-se que nossas entregas estâo em dias graças a parceria do grupo Pão de Assucar e o empenho de nossos entregadores.
sou um bom Motorista e entregador se a logistica da casas bahia assumir as entregas do vale do aço ficarei DESEMPREGADO ?
sou funcionário do cd Rio, queria saber como ficara a situação dos funcionários. Sera que vai continuar do mesmo jeito ou haverá alguma mudança. Obrigado.