As mulheres têm aumentado, a cada ano, sua participação no mercado de trabalho e, num ritmo mais vagaroso, porém constante, nos cargos de comando nas organizações.
A capacidade da mulher de viver uma multiplicidade de papéis e administrar várias coisas ao mesmo tempo, além de uma maior compreensão da igualdade de direitos, influencia mudanças de leis e estruturas organizacionais, ajuda a promover a diversidade e traz mais sensibilidade ao mundo dos negócios.
Há, porém, desafios a enfrentar. Como as organizações adotam como referência a produtividade masculina, as mulheres deparam com certas ansiedades, como a provocada pelo dilema de optar ou não pela maternidade e como conciliar um convívio familiar saudável com as duras exigências do universo corporativo. Será que elas estão satisfeitas?
Pesquisa conduzida pela Accenture em 18 países trouxe conclusões interessantes. Segundo o levantamento, 72% das mulheres brasileiras consideram que são bem ou muito bem-sucedidas em suas carreiras, enquanto a média mundial é de 59%.
O resultado surpreende, pois o senso comum levava a crer que as mulheres de países mais desenvolvidos estariam mais satisfeitas que as brasileiras, dadas as melhores oportunidades e condições de trabalho oferecidas. Por certo, o tão propalado otimismo do brasileiro pode ter se refletido na pesquisa.
Outro sintoma desse otimismo: 89% das executivas brasileiras se declararam confiantes em suas habilidades e potenciais e 65% afirmar estar confiantes com futuras oportunidades de trabalho.
Sem dúvida, a pesquisa reflete o alto grau de otimismo dos brasileiros com o momento da economia e as perspectivas de crescimento do país nos próximos anos, detectado também em levantamentos nacionais.
Acredita-se que o Brasil e outros países emergentes ofereçam mais desafios aos executivos, sejam homens ou mulheres, do que nações com economia madura ¬ se é que esse conceito continua valendo depois da crise que derrubou as economias dos Estados Unidos e da Europa.
Até pelas próprias carências e excentricidades do país, os executivos brasileiros têm de ter uma dose maior de criatividade e capacidade de improvisação. No entanto, 65% das executivas brasileiras, segundo a Accenture, disseram que são desafiadas de forma insuficiente em suas carreiras - um índice bem superior à média mundial, de 46%.
Mas isso, segundo a pesquisa, não é pecularidade feminina: 67% dos homens acham que recebem menos desafios nas empresas. Essa insatisfação das mulheres - e também dos homens - precisa ser esclarecida.
Mas talvez ela decorra do fato de que as empresas estejam muito centralizadoras, não concedendo aos executivos a autonomia que gostariam de ter para tomar decisões, inovar e ousar.
A pesquisa detectou, ainda, a insatisfação das executivas com a falta de mentores nas organizações para ajudá-las a refletir sobre situações específicas, na descoberta de novas possibilidades e oportunidades e no aprimoramento de suas próprias habilidades e competências.
Taí um recado para as empresas.
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Marcelo Mariaca é presidente da Mariaca e professor da Brazilian Business School
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jaderdavila the small shareholder
eu financiei algumas start ups de mulheres, e acho que ha uma diferença de estilo.
nao tem hierarquia, ou se tem é minima; horario flexivel, as decisoes sao tomadas depois de brain storm aonde até o cachorro opina; salario flexivel do tipo 'se entrar dinheiro a gente divide' conforme porcentagem acertada antes.
em qualquer crise, a mulher é a primeira que vai embora, entao elas estao partindo pra um show proprio.
a parte que eu gosto, é que muitas me pagam antes do vencimento.