Junto com Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, fui indicado pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos como personalidade do ano. Meirelles merece a premiação por conta do trabalho feito com maestria nos últimos sete anos de governo.
Quanto a mim, confesso que fiquei orgulhoso, pois estou muito otimista quanto à parceria que os dois países estão construindo à medida em que o Brasil assume seu lugar no cenário global. O futuro é promissor.
Após a recessão global, a economia do Brasil está melhor que as demais nações. O país foi um dos últimos a entrar em recessão e um dos primeiros a voltar a crescer. O PIB brasileiro caiu apenas 0,2% em 2009, devendo crescer 6% este ano.
A estabilidade macroeconômica nos últimos 15 anos tem sido o fator mais importante na expansão do crescimento.
A estabilidade econômica numa democracia vibrante como a do Brasil deve ser precedida pela estabilidade política, caracterizada por transições sem sobressaltos entre governos e reformas contínuas para aumentar a transparência, melhorar a governança e reduzir a pobreza.
O Brasil conseguiu acumular US$ 230 bilhões em reservas internacionais, criou 1 milhão de empregos formais em 2009 e reduziu a pobreza de 15% em 1990 a 5% em 2008.
E o país continua a criar alicerces para o futuro, investindo mais de US$ 800 bilhões em projetos de infraestrutura para eliminar gargalos e expandindo a base industrial. Este avanço também é presente no papel da GE em terras brasileiras.
Chegamos aqui em 1919 para iluminar o Cristo Redentor, e em 2010 anunciei que a GE irá construir aqui nosso quinto centro global de pesquisa para respaldar nossos crescentes negócios de infraestrutura.
Com um trabalho conjunto, o setor privado e o governo do Brasil e dos EUA podem garantir um crescimento continuado. Devemos começar por áreas como segurança energética, produção e liderança global.
Em segurança energética, podemos pensar em parcerias na exploração de pré-sal a biocombustíveis, passando por energia eólica e nuclear. Um foco nessas áreas pode fazer com que o Brasil se torne um dos maiores usuários mundiais de tecnologia limpa.
Quando falamos em produção, o país apresenta uma capacidade enorme de tomar a liderança no fornecimento global de insumos, componentes e produtos acabados.
Através de uma maior cooperação no comércio, nos investimentos, na área fiscal e no financiamento das exportações, Brasil e EUA podem garantir que a base fabril nos dois países cresça com vistas a produzir um benefício mútuo.
Estamos em tratativas com o BNDES para aproveitar oportunidades de melhorar a competitividade brasileira em áreas como energia eólica e aviação.
Entre o G-20, a Copa e os Jogos Olímpicos, o Brasil se faz presente no cenário global. E uma colaboração focada por parte dos governos e do setor privado ajudará a disseminar a prosperidade, solidificando ainda mais o papel desta grande nação como líder mundial do século 21.
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Jeff Immelt é presidente mundial da GE
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