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Petróleo & Gás

Oferta de ações da Petrobras puxa alta dos papéis do setor

Conrado Mazzoni   (cmazzoni@brasileconomico.com.br)
08/09/10 08:47


Petrobras pode levantar até R$ 128 bilhões na oferta de ações, dinheiro com destino aos investimentos para a exploração do pré-sal

Petrobras pode levantar até R$ 128 bilhões na oferta de ações, dinheiro com destino aos investimentos para a exploração do pré-sal

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A oferta de ações da estatal Petrobras deve presentear também os papéis de empresas com exposição indireta ao êxito dos projetos da companhia na labuta de explorar, refinar e distribuir o óleo cru.

A confirmação do processo de capitalização - cujo objetivo é captar recursos para realizar os megainvestimentos destinados às jazidas da camada pré-sal - ainda neste ano é boa notícia para Confab, Inepar e Lupatech, companhias ligadas à cadeia de óleo e gás, com presença na BM&FBovespa.

Segundo analistas de mercado, a tendência das fornecedoras do setor é se beneficiarem com a aceleração dos investimentos da Petrobras e, consequentemente, o desenvolvimento do pré-sal.

Quanto mais a petrolífera brasileira alocar recursos no pré-sal e necessitar de manutenção e novos equipamentos, como sondas, há um reflexo favorável nos papéis dessas empresas.

Alguns especialistas, inclusive, acrescentam que tais ações estariam menos suscetíveis ao processo de realocação na bolsa, com os investidores buscando abocanhar parte da oferta reduzindo exposição em outros ativos.

Se todos os papéis ofertados e de lotes adicionais forem vendidos, a estatal pode levantar até R$ 128 bilhões.

Investir nas ações de Confab, Inepar e Lupatech representa uma via indireta para usufruir da evolução da cadeia petroleira no país, sem incorrer nos riscos da exploração de reservas, lembra outro analista do setor.

Gil Deschatre, professor da Fundação Getulio Vargas, pede atenção ao desempenho recente dos papéis dessas empresas na bolsa. "Com exceção da Confab, eles estavam caindo. Devem começar a mostrar serviço em breve", acredita, também vendo espaço de retomada em meio à capitalização.

Desde o início do ano, o papel LUPA3 caiu cerca de 20%. Na segunda-feira, porém, subiu 2,21%. No final de agosto, a Lupatech anunciou um contrato de R$ 68,8 milhões com a Petrobras para fornecimento de cabos de ancoragem de plataformas.

Entretanto, a "fraca atividade em petróleo e gás, com vários adiamentos de pedidos desde o início da crise financeira" fez a agência Standard & Poor's colocar em perspectiva negativa os ratings da companhia.

Já a Inepar, que está digerindo um aumento de capital de cerca de R$ 140 milhões, finalizado na semana passada, "passou por muitos problemas anos atrás, mas recentemente se reestruturou em torno dos afazeres da Petrobras, e é atualmente uma grande fornecedora, é muito eficiente nessa área", aponta Deschatre. Cotadas a R$ 4,80, as ações preferenciais da Inepar perdem 21% em 2010.

Voltando aos nomes de exploração, o analista do BB Investimentos, Nelson Rodrigues de Matos, reiterou perspectivas positivas para o setor nos argumentos à recomendação de "compra" da OGX Petróleo, estipulando um preço potencial de R$ 29 por ação, representando um potencial de valorização ao redor de 50%.

"Entendemos que se trata de uma excelente oportunidade de investimento, notadamente se considerarmos que se trata de uma empresa de petróleo em fase de pré-operacional. Se por um lado os riscos não tenham sido totalmente eliminados, por outro os prêmios não foram todos precificados pelo mercado. A indústria petrolífera está associada a riscos, mas também a elevados prêmios, que seguramente diminuem à medida que os fluxos futuros de receitas forem mais previsíveis", diz em relatório.


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