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Depois de previsões, previsões e mais previsões, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou oficialmente ontem o desempenho da economia brasileira em 2009. O Produto Interno Bruto (PIB) nacional recuou 0,2%.
É um resultado negativo, claro, mas está muito perto da estagnação. E, se consideradas as projeções anteriores, ou principalmente a comparação com outros países, pode até ser encarado como positivo.
O PIB dos Estados Unidos caiu 2,4% em 2009; o da União Europeia, 4,1%; e o da Rússia, 7,9%. A pequena Letônia, desde 2004 membro da UE, perdeu 18% de sua economia no período.
Uma queda de 0,2% nesses termos, portanto, é quase alvissareira.
Aliás, alvissareiras são as projeções feitas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de que o PIB pode crescer mais do que 5,2% - previsão de integrantes do governo -, chegando a 5,7%.
Há quem acredite que possa alcançar até 6,3% de crescimento.
Segundo o Banco Bradesco, em janeiro e fevereiro empresas já anunciaram investimentos de R$ 96,8 bilhões nos próximos anos.
Dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostram que os recursos para projetos de infraestrutura entre 2010 e 2013 serão de R$ 274 bilhões.
Analistas acreditam até que o voo da galinha, que mesmo quando pula praticamente não sai do lugar, pode fazer parte do passado brasileiro._Muitas vezes nosso nível de crescimento saltou, mas voltou à terra ali pertinho.
Ainda há gargalos a combater, como distribuição de renda, saúde, saneamento e educação. Para deixar galinhas e seus pulos para trás, será necessário fazer investimentos na área.
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