Ticker Bolsa 1

Ticker Bolsa 2

O negativo que pode ser positivo

12/03/10 07:06 | Brasil Econômico | Editorial



Collapse

Comunidade

Partilhe: del.icio.us   Digg   Facebook   TwitThis   Google   Mixx   Technorati  

Depois de previsões, previsões e mais previsões, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou oficialmente ontem o desempenho da economia brasileira em 2009. O Produto Interno Bruto (PIB) nacional recuou 0,2%.

É um resultado negativo, claro, mas está muito perto da estagnação. E, se consideradas as projeções anteriores, ou principalmente a comparação com outros países, pode até ser encarado como positivo.

O PIB dos Estados Unidos caiu 2,4% em 2009; o da União Europeia, 4,1%; e o da Rússia, 7,9%. A pequena Letônia, desde 2004 membro da UE, perdeu 18% de sua economia no período.

Uma queda de 0,2% nesses termos, portanto, é quase alvissareira.

Aliás, alvissareiras são as projeções feitas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, de que o PIB pode crescer mais do que 5,2% - previsão de integrantes do governo -, chegando a 5,7%.

Há quem acredite que possa alcançar até 6,3% de crescimento.

Segundo o Banco Bradesco, em janeiro e fevereiro empresas já anunciaram investimentos de R$ 96,8 bilhões nos próximos anos.

Dados do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostram que os recursos para projetos de infraestrutura entre 2010 e 2013 serão de R$ 274 bilhões.

Analistas acreditam até que o voo da galinha, que mesmo quando pula praticamente não sai do lugar, pode fazer parte do passado brasileiro._Muitas vezes nosso nível de crescimento saltou, mas voltou à terra ali pertinho.

Ainda há gargalos a combater, como distribuição de renda, saúde, saneamento e educação. Para deixar galinhas e seus pulos para trás, será necessário fazer investimentos na área.


Comentários

Ainda não existem comentários. Seja o primeiro a comentar!
Envie o seu comentário

Os comentários enviados serão publicados após aprovação. O Brasil Econômico reserva-se o direito de não publicar comentários considerados como ofensivos ou sem ligação alguma ao artigo em questão

outros jornais da EJESA