Uma corrente muito forte de críticos do modelo econômico brasileiro tinha - e ainda tem - o hábito de incluir as commodities entre os "problemas" que impedem o país de avançar mais depressa.
De acordo com essa visão, o fato de ser grande exportador de minério de ferro e de soja era algo que reduzia o valor das exportações.
A situação seria melhor se, em lugar disso, exportássemos alimentos processados e produtos acabados de aço. Até aí, tudo bem.
Nos últimos anos, o país se esforço para tornar-se um grande exportador de manufaturados e conseguiu. Isso, claro, é positivo. O problema é que, diante das dificuldades, quem aparece para socorrer a economia são justamente esses produtos "primários".
Nos anos 1980, quando as reservas cambiais brasileiras estavam zeradas e o governo não conseguia levantar um dólar furado em empréstimos, foram o minério de ferro e os grãos da safra agrícola que garantiram dinheiro para a compra de insulina, de medicamentos contra o câncer e de petróleo.
E, neste momento de crise mundial, foram novamente elas que surgiram para impedir que as exportações brasileiras caíssem menos do que a de outros países.
De acordo com um estudo recente da consultoria americana Equity Research Desk, as ações da BM&FBovespa foram as que mais se valorizaram entre os papéis das oito mais importantes bolsas de capital aberto do mundo.
A razão da alta, de 224% entre outubro de 2008 e os dias de hoje, é que o pregão da bolsa brasileira é fortemente influenciado por papéis de produtoras de commodities (com destaque, naturalmente, para a Vale).
Na verdade, commodities estão longe de ser um símbolo do atraso. Em lugar de vê-las como produtos primários, o certo seria enxergá-las como mercadorias cotadas no mundo todo.
Mercadorias produzidas por empresas que geram centenas de milhares de empregos e rendem bilhões de dólares ao país. E que o mundo insiste em continuar comprando.
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Ricardo Galuppo é diretor de redação do Brasil Econômico
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Torço demais pelo Brasil Econômico, por isso imploro: fora com o José Dirceu, caso contrário o jornal jamais ganhará credibilidade.
a vocaçao do brasil é fazer comida pro mundo.
nisso somos os melhores do planeta.
a comida é que sustenta tudo por aqui.
naturalmente que se puder sair com algum valor agregado, melhor.
industrial tinha que namorar agricultor.
é de la que pode sair o dinheiro pra fabricar.
açoes, debentures, nota promissoria, no brasil ainda está engatinhando.