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Economia

PIB brasileiro cresce 4,3% no quarto trimestre de 2009

Conrado Mazzoni   (cmazzoni@brasileconomico.com.br)
11/03/10 09:29


Investimentos em máquinas e equipamentos crescem 6,6% ante o terceiro trimestre

Investimentos em máquinas e equipamentos crescem 6,6% ante o terceiro trimestre

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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 4,3% no quarto trimestre em comparação com igual período em 2008. No acumulado de 2009, o indicador caiu 0,2%.

Segundo o volume das contas nacionais trimestrais divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB em valores correntes alcançou R$ 3,143 trilhões em 2009.

As projeções falavam de um salto de 4,5% no trimestre e em estabilidade para 2009. Em relação ao terceiro trimestre de 2009, o produto a preços de mercado avançou 2%.

Na série com ajuste sazonal, ante os últimos três meses de 2008, o maior destaque do período foram os serviços (4,6%), seguido pela indústria (4,0%). Já a agropecuária sofreu retração (-4,6%).

Entre os componentes da demanda interna, merece ênfase o crescimento de 6,6% da Formação Bruta de Capital Fixo (investimento em máquinas e equipamentos) em relação ao terceiro trimestre.

O consumo das famílias deu sequência ao crescimento que vem registrando desde o primeiro trimestre de 2009 e subiu 1,9% na mesma base de comparação. O consumo do governo marcou elevação de 0,6%.

Já pelo lado do setor externo, as exportações de bens e serviços apresentaram variação de 3,6% e as importações de bens e serviços cresceram 11,4%.

Frente ao mesmo período no ano passado, houve o destaque negativo da agropecuária, que foi penalizada pela produção deprimida de produtos que possuem safra relevante no período, como o trigo e a laranja.

Na indústria, chama a atenção a expansão de 5,6% da indústria extrativa mineral, em reflexo, sobretudo, do aumento de 5,7% na produção de petróleo e gás.

Já o consumo das famílias, por sua vez, saltou 7,7% em relação ao quarto trimestre de 2008, o 25º crescimento consecutivo na comparação anual, resultado da continuidade da elevação da massa salarial real e do crédito às pessoas físicas.

Indústria perde espaço

Ao sofrer queda de 5,5% no ano, com todas as atividades em declínio, a indústria perdeu participação no valor adicionado a preços básicos na comparação anual, saindo de 27,3% em 2008 para 25,4% em 2009.

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias, que se expandiu em 4,1% - sexto ano consecutivo de aumento -, elevou o peso da demanda interna, enquanto o setor externo reduziu sua fatia, diante da queda tanto das exportações como das importações.


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