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12:15 | Quinta, 09 de setembro 2010
Investimentos

Analistas recomendam papéis do Grupo Pão de Açúcar

Michele Loureiro   (mloureiro@brasileconomico.com.br)
17/02/10 16:55


Diniz destaca que investimentos do grupo demonstram confiança na economia do país

Diniz destaca que investimentos do grupo demonstram confiança na economia do país

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Para equipe da corretora Ativa, ações do grupo varejista guardam potencial de valorização de cerca de 30% em 2010.

Baseada em novas premissas macroeconômicas e operacionais, a corretora Ativa revisou as estimativas para o grupo varejista, que recentemente se associou com a Casas Bahia.

Segundo a Ativa, o preço-alvo passa a ser de R$ 83,45 por ação para dezembro deste ano (anteriormente o valor era de R$ 65,34), o que representa um potencial de valorização de cerca de 30% aos papéis da empresa.

A corretora acredita que a companhia está bem posicionada para se beneficiar do crescimento esperado das vendas de bens duráveis e do maior consumo de alimentos pela população pertencente às classes de menor renda. Assim, recomenda "compra" para as ações preferenciais classe A (PCAR5).

Apesar da indicação, a corretora alerta que alguns pontos devem ser observados com atenção. A falta de dados contábeis da Casas Bahia e a aceleração da inflação são fatores que podem comprometer a valorização dos papéis.

Além disso, a concorrência acirrada em praças específicas como o Rio de Janeiro pode retardar o avanço do grupo varejista.

Investimento

O Grupo Pão de Açúcar promete investimento de R$ 5 bilhões no Brasil nos próximos três anos, valor que representa elevação de 70% ante o valor aplicado no período anterior (2007/2009), que foi de R$ 2,9 bilhão (incluindo aquisições).

Para Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração do Grupo, os investimentos que serão realizados pelo Grupo mostram a confiança da empresa e de seus acionistas no Brasil e no seu forte potencial de crescimento.

"Vivemos um grande momento e veremos uma economia ainda mais robusta nos próximos anos. Vamos acompanhar esse movimento e acelerar nosso processo de expansão orgânica com a ampliação dos nossos diferentes formatos direcionando-os segundo o mercado e respectivo perfil consumidor, além de ampliar as vendas nas lojas já existentes", declara.

O valor de R$ 5 bilhões inclui a abertura de aproximadamente 300 novas lojas até 2012, que devem gerar cerca de 100 mil postos de trabalho, entre empregos diretos e indiretos.

A companhia encerrou 2009, já contemplando as lojas do Ponto Frio, com 1.080 lojas, 79 postos de combustíveis e 150 drogarias, distribuídas em 18 estados e no Distrito Federal, e com um crescimento de 28,2% na área de vendas - se consolidando como a maior empresa de varejo da América Latina.


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