As instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central (BC) para o Boletim Focus, divulgado hoje (7), aumentaram as projeções para o crescimento da economia brasileira ao final deste ano.
O mercado elevou a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) a 0,21%, ante 0,20% nas últimas quatro semanas. Para o ano que vem, a previsão seguiu em 5%.
As projeções para o crescimento da produção industrial, contudo, foram reduzidas novamente. Para este ano, desceram de -7,72% para -7,73%. Há um mês, a estimativa era de -7,70%. Em 2010, a previsão caiu de 6,88%, na última semana, para 6,85%.
As instituições financeiras consultadas reduziram ainda as estimativas para a balança comercial no próximo ano, para US$ 12 bilhões, ante leitura de US$ 13 bilhões há uma semana e de US$ 16 bilhões há quatro semanas.
Ao final de 2009, o saldo da balança comercial deve ficar em US$ 25 bilhões.
Já as previsões para a taxa de câmbio seguiram inalteradas tanto para 2009 quanto para 2010. A estimativa para o câmbio no final deste ano foi mantida em R$ 1,70, enquanto para 2010 o número se manteve em R$ 1,75.
A estimativa do mercado para a dívida líquida do setor público em 2009 aumentou de 44,05% para 44,30% do PIB. Para o ano que vem, a previsão subiu de 42,35%, há uma semana, para 42,50% do PIB na leitura atual.
A projeção de déficit em conta corrente foi diminuída tanto para 2009 quanto para 2010. Até o final deste ano, a previsão caiu de US$ 17,25 bilhões, na última semana, para US$ 18 bilhões.
Para 2010, o mercado estima um déficit de US$ 37 bilhões, enquanto há uma semana o número era de US$ 36 bilhões.
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E se excluídos os malabarismos governamentais, dentre os quais a mudança efetuada na metodologia de cálculo do PIB(que inchou 12,75%) e a exclusão de contas onerosas de estatais, para reduzir artificialmente os gastos governamentais, como ficariam esses números ?
Sugestão: sempre que referir-se ao PIB, apresentar as duas versões.
Grato
Humberto Dalsasso