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Investimentos

Novo horário amplia liquidez de fundos imobiliários

Mariana Segala   (msegala@brasileconomico.com.br)
17/06/10 07:28


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Uma mudança no horário das operações promete ajudar a elevar a liquidez de alguns dos fundos imobiliários cotados na BM&FBovespa;.

Hoje, eles são operados de forma não contínua. Na prática, a diferença é que as compras e vendas das cotas destes fundos acontecerão nas sete horas do pregão, ao contrário do funcionamento atual, em que elas ocorrem só por alguns minutos e em horários agendados - durante os "calls programados", diz o diretor de operações da BM&FBovespa, André Demarco.

"Foi uma surpresa, mas uma ótima surpresa", comenta o agente autônomo de investimentos especializado em ativos imobiliários Sérgio Belleza Filho, sobre a mudança anunciada pela bolsa na terça-feira. A alteração atende a um pleito antigo do mercado (e do próprio Belleza).

Atualmente, para negociar as cotas de qualquer um dos 16 fundos imobiliários listados no balcão da bolsa o investidor envia as ordens de compra ou venda ao longo do dia, mas somente no horário agendado previamente elas são cruzadas e resultam - ou não - em negócios.

"É como se fosse um leilãozinho", explica Belleza. "Por isso, todos os negócios saem ao mesmo preço", detalha Demarco, da bolsa.

Esse sistema dificulta o acompanhamento do mercado pelo investidor. É impossível saber, ao longo do dia, se o fundo que se quer negociar está "subindo" ou "caindo", já que todos as transações são fechadas num mesmo momento.

"E o investidor só sabe se sua ordem foi realmente fechada no fim do dia", diz o diretor da corretora Coinvalores, Fernando Silva Telles.

Além disso, pondera Demarco, estratégias como day trade (em que o investidor compra e vende o mesmo ativo no mesmo dia) ficam inviabilizadas.

Liquidez

"Tenho certeza de que sendo negociados de forma contínua os fundos imobiliários vão ganhar muito em liquidez", diz Belleza.

Mas ela seria incrementada ainda mais, avalia o especialista, se todos os fundos fossem migrados do ambiente de balcão para o de bolsa.

Explica-se: o mercado de balcão organizado é um segmento de negociação administrado pela BM&FBovespa em que os parâmetros das operações e as regras de listagem são menos exigentes do que os do mercado de bolsa.

No balcão, tanto corretoras como também distribuidoras e bancos podem intermediar negociações - talvez a razão pela qual alguns administradores de fundos imobiliários ainda prefiram este segmento ao mercado de bolsa.

Há 32 fundos listados na BM&FBovespa, metade no balcão e metade em bolsa. Das carteiras com mais negócios, a maioria das que possuem maior liquidez está no mercado de bolsa (veja abaixo).

A migração de um segmento para o outro é possível, mas depende da demanda dos administradores - assim como a mudança nos horários de negociação, diz Demarco.

"Tanto é que dos 16 fundos de balcão, dois seguirão com negociação não contínua, já que não houve esse pleito dos administradores", explica. Caso dos fundos BB Progressivo e Caixa Cedae.

 


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