O que ainda está por ser determinado é o tamanho da reserva e a viabilidade econômica da exploração, estudos que exigirão um ano de trabalho
Comunidade
Expectativa da empresa é extrair 2 milhões de toneladas anuais do minério. A exploração na Amazônia, caso seja bem-sucedida, colocaria o país entre os maiores produtores de potássio do mundo.
A canadense Potash, empresa que se tornou alvo das principais mineradoras internacionais, inclusive da brasileira Vale, depois que a BHP Billiton fez uma oferta hostil de US$ 38,6 bilhões por seus ativos, está à frente de um dos mais promissores e polêmicos projetos de prospecção mineral na Amazônia.
Em Nova Olinda (AM), às margens do Rio Madeira, a empresa, por meio de sua controlada Potássio do Brasil, iniciou em janeiro investimentos de US$ 100 milhões em sondagens para confirmar a existência no local de jazidas de potássio, um dos principais insumos utilizados nos fertilizantes.
Se for bem sucedida nessa iniciativa, o interesse pela canadense deve crescer e os ativos da companhia podem se tornar estratégicos para os planos da Vale, única produtora brasileira de potássio.
A Potash, que pertence ao banco Forbes & Manhattan, é uma das maiores produtoras mundiais do minério, com produção anual de 20 milhões de toneladas.
Hélio Diniz, presidente da Potássio do Brasil, em conversa com o Brasil Econômico no primeiro semestre do ano, informou que a empresa sabe que há potássio na região.
O que ainda está por ser determinado é o tamanho da reserva e a viabilidade econômica da exploração, estudos que exigirão um ano de trabalho.
A expectativa da empresa é estruturar uma exploração mineral de 2 milhões de toneladas de cloreto de potássio por ano, o que exigirá um investimento de US$ 2 bilhões.
O projeto é polêmico por que, na opinião de especialistas, como o geólogo Éder de Souza Martins, da Embrapa Cerrados, a exploração mineral pode gerar um passivo ambiental de grande vulto.
A extração exigiria a perfuração de canais profundos, por onde seria injetada água quente para tornar solúveis os sais minerais depositados na jazida, o cloreto de potássio e de sódio, o que resultaria em uma grande quantidade de resíduos salinos despejados nas águas doces do Madeira.
Em área contigua às da Potássio do Brasil, a Petrobras detém o direito de exploração de 300 mil hectares onde a presença do minério já foi constatada. Mas a estatal ainda não definiu fará a exploração.
Além do risco ambiental, analistas avaliam que a logística da exploração amazônica pode encarecer o valor da produção.
A favor da exploração do minério na Amazônia está o governo brasileiro, que, em várias ocasiões nos últimos anos, pressionou publicamente a Petrobras a retomar seus projetos na região, e incentivou a Vale a ampliar seus programas no setor.
O potássio é um dos três nutrientes básicos dos fertilizantes, sendo os outros fósforo e nitrogênio. E o Brasil enfrenta no insumo sua maior dependência, importando 90% de suas necessidades.
Na avaliação de técnicos do governo, a Amazônia tem potencial para colocar o Brasil entre os maiores produtores mundiais, ao lado de Canadá e Rússia.
Comentários
Últimas Notícias
- 21:00
Encerramento do Noticiário - 20:59
Pressão negativa na bolsa brasileira deve permanecer - 20:40
Suzano tem produção impactada por parada não programada - 20:29
Twittadas da semana - 20:16
MLS tem crescimento, com público maior que o do Brasileirão - 20:00
Light Energia adquire 51% da Guanhães Energia - 19:48
Eficiência da Coca-Cola vai reerguer Neugebauer









