Para principal estilista da estação, Phoebe Philo, da Celine, a roupa agora é forte, poderosa e minimalista.
Apesar do filme A Jovem Vitória, com figurino de Sandy Powell, ainda sem previsão de estreia no Brasil, ter levado o Oscar 2010 de Melhor Figurino, os desfiles desta semana em Paris, não têm nada de jovem.
Com muitos terninhos poderosos, camisas brancas e peças em couro preto e marrom, a moda parisiense é feita para mulheres e não para meninas.
Cada qual no seu lugar, enquanto as adolescentes renovam o armário com roupas descartáveis compradas nas lojas de fast-fashion com H&M e Topshop, as coleções mais importantes da edição de inverno 2010 da Paris Fashion Week mostram lançamentos para mulheres com poder, acima de tudo, de compra.
Tanto nas passarelas quanto na porta dos desfiles, a maior novidade da estação é a volta em massa do uso de peles verdadeiras - principalmente de raposa, a mais barata delas.
Com a crise econômica mundial, o mercado de peles, que em 2007 moveu US$ 15 bilhões, caiu para US$ 13 bilhões em 2008, segundo números da International Fur Trade Federation.
Se o termômetro da moda estiver certo, a venda de acessórios e roupas de pele, ordem do dia nas passarelas, promete um crescimento considerável em 2010.
Apesar de os tempos alertarem para o aquecimento global, o inverno 2010 está gélido. Esta é outra razão para todas as grandes grifes esquecerem o politicamente correto e resolverem investir nas polêmicas e quentíssimas peles.
Destaque da estação
Quente também é a grife Celine, que desde o fim de 2008 está sob a direção criativa da inglesa Phoebe Philo.
Fundada em 1945, a marca foi comprada pelo grupo LVMH (Moet Hennessy - Louis Vuitton) em 1996. Com 37 anos, Phoebe se destacou em outra grife francesa, a Chloé, onde começou como assistente de Stella McCartney.
Em 2006, Phoebe se afastou da moda por três anos. Voltou às passarelas ano passado e está colhendo bons resultados comerciais. A grife, que em 2008 registrou vendas de US$ 294 milhões, duplicou seus pontos em 2009. Só nos Estados Unidos, passou de um para 40.
A Celine divide com a Balmain o posto de desfile mais esperado de Paris. Enquanto, Christophe Decarnin, da Balmain, mostrou vestidos dourados muito curtos e sensuais ao lado de terninhos poderosos de risca de giz para o dia e de brocado para a noite, Celine propõe uma moda delicada (sem ombreiras e sem brilhos exagerados), mas forte e severa.
A influência dos microvestidos com ombreiras, trademark da Balmain, pode ser percebida em todos os lugares, como também as peças em bege da Celine.
Para o inverno, a marca aposta em composições entre lã com calça justa e curta e saias no joelho de couro preto usada com camisa branca. Roupas adultas que estão na moda agora e que poderão se usadas eternamente.
Homenagem
Dois ícones eternos da moda parisiense estão em foco esta semana. No Petit Palais, será aberta em 11 de março a maior exposição do trabalho de Yves Saint Laurent, morto em 2008. E, ontem, foi lançado o livro Pierre Cardin: 60 Years Of Innovation.
Cardin chegou a ter mais de mil produtos licenciados sob seu nome, de azeite a azulejos, sardinha em lata e colchões ortopédicos. Hoje, aos 87 anos, tem uma fortuna estimada em € 310 milhões.
Comentários
Últimas Notícias
- 21:00
Encerramento do Noticiário - 20:59
Pressão negativa na bolsa brasileira deve permanecer - 20:40
Suzano tem produção impactada por parada não programada - 20:29
Twittadas da semana - 20:16
MLS tem crescimento, com público maior que o do Brasileirão - 20:00
Light Energia adquire 51% da Guanhães Energia - 19:48
Eficiência da Coca-Cola vai reerguer Neugebauer










Axei esse site muito interessante e já o adicioonei em minha lista de favoritos.Contem informações claras e bem atualizadas.