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06:15 | Domingo, 01 de agosto 2010
Economia

Mantega: "Brasil precisa reduzir custos burocráticos"

Michele Loureiro   (mloureiro@brasileconomico.com.br) - Atualizada às 16h00
05/03/10 11:36


"Às vezes, nossos esforços não são bem-sucedidos porque a competitividade é desleal"

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o país vive hoje uma “situação econômica favorável, porém não ideal”.

Em evento realizado nesta sexta-feira (5) sobre as perspectivas da taxa de câmbio para 2010, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o ministro destacou que "o Brasil precisa perseguir o aumento de produtividade e reduzir custos financeiros, tributários e burocráticos".

"Além disso, precisamos buscar uma solução conjunta com outros países para termos uma situação cambial mais homogênea. É necessário um novo Bretton Woods [sistema de gerenciamento econômico internacional que criou, em julho de 1944, as regras para as relações comerciais e financeiras entre os países mais industrializados do mundo], alguém que entenda que só é bom quando todos tenham vantagens".

Mantega criticou países que usam "subsídios ocultos" para favorecer a taxa cambial. "A China, por exemplo, toma suas decisões sem se preocupar com os impactos disso nos mercados. Às vezes, nossos esforços não são bem-sucedidos porque a competitividade é desleal".

O ministro lembrou as medidas tomadas para equilibrar a flutuação cambial no período pós-crise. "A implantação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), em outubro de 2009, para operações no mercado de capitais, foi duramente criticada, mas só assim o país conseguiu evitar o efeito bolha". Segundo ele, a decisão foi importante para estancar "a queda do dólar, que poderia chegar a quase R$ 1,55". "Agora a flutuação é só para mais de R$ 1,80, nunca para baixo".

Mantega também ressaltou a importância da regulamentação do Fundo Soberano, que, segundo ele, pode adquirir dólares no mercado, assim como faz o Banco Central (BC), mas "sem limites", uma vez que se utiliza de recursos do Tesouro.

"O fundo soberano foi regulamentado no ano passado para manter uma poupança primária. Tínhamos uma arrecadação boa quando a economia ia bem, então decidimos não gastar e poupar para ter os recursos à disposição de medidas anticíclicas", disse.

O ministro explicou ainda que "o fundo tem outra função. Ele é autorizado a adquirir dólares no mercado por meio de leilões, tal qual o BC, e utiliza recursos do Tesouro. A vantagem é que o fundo não tem limite."


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