A Light, quinta maior empresa de distribuição de energia do Brasil, deverá investir R$ 700 milhões em 2010.
Esta cifra deve representar um avanço de 25% em relação aos R$ 560 milhões que deverão ser disponibilizados neste ano.
Segundo Ronnie Vaz Moreira, vice-presidente executivo e de relações com investidores da companhia, deste montante R$ 350 milhões deverão ser utilizados no segmento de distribuição de energia, enquanto, de R$ 150 milhões a R$ 200 milhões, serão utilizados em redução de perdas de energia.
O valor restante, explica o executivo, será aplicado em geração de energia e investimentos corporativos.
"E parte do investimento em distribuição deveria ter sido usado ainda em 2009, mas por conta de algumas dificuldades com a Agência Nacional de Energia Elétrica [Aneel], teremos que adiar", afirma Moreira. Se todos os investimentos fossem confirmados, a cifra para este ano seria de R$ 620 milhões, ou 10,71% a mais.
Ele explica que a Light está investindo em um programa de combate a perdas, que consiste na adoção de novas tecnologias para que a medição do consumo seja totalmente eletrônica. Desta forma, somente o segmento de distribuição demandará, neste ano, investimentos de R$ 450 milhões.
A companhia está adotando as medições individuais, que já estão sendo implantadas e foram aprovadas pela Aneel, e as centralizadas, que, entretanto, estão sofrendo alguns ajustes solicitados pela agência reguladora. "No total, devem ser 40 mil individuais e 30 mil centralizados", diz Moreira.
Nas áreas onde estão sendo utilizados os novos medidores individuais, em regiões de maior poder aquisitivo, as perdas de energia foram reduzidas de 25% para 8%. "E esperamos que este número chegue a 5%", diz o diretor.
Os medidores centralizados serão utilizados em regiões de menor poder aquisitivo, como favelas e a região da Baixada Santista. "São nestes lugares que ocorrem o grosso das perdas, os famosos ‘gatos'", prossegue Moreira.
Além do adiamento destes projetos no setor de distribuição, a Light deverá investir fortemente em dois projetos de geração de energia: as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) de Paracambí e Lajes.
Eventos esportivos irão beneficiar a companhia
Os Jogos Militares de 2011, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 deverão trazer benefícios para a Light, visto que a demanda por energia elétrica irá aumentar antes mesmo dos jogos.
"Só para as Olimpíadas, os investimentos em infraestrutura serão da ordem de R$ 50 bilhões, e a demanda já aumenta no período em que as obras estão sendo feitas", observa Moreira.
Ele afirma ainda que está sendo criado um grupo de trabalho que analisa outros Jogos Olímpicos, como o de Barcelona em 1992 e o de Londres, que irá acontecer em 2012.
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