Segundo a Petrópolis, a Ambev teria oferecido R$ 5,4 milhões à Sportplus para que o contrato com a Itaipava fosse rescindido
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Marcadas por brigas judiciais, a Itaipava acusa a Ambev de ter oferecido R$ 5,4 milhões à uma empresa de publicidade para inviabilizar o seu patrocínio nos campeonatos cariocas dos anos de 2012 a 2014.
O Grupo Petrópolis, dono das marcas Itaipava e Crystal, acusa a Ambev de ter procurado a empresa Sportplus, responsável pela publicidade da cerveja Itaipava nos estádios durante os campeonatos cariocas, para inviabilizar a estratégia comercial da empresa.
Segundo a Petrópolis, a Ambev teria oferecido R$ 5,4 milhões à Sportplus para que o contrato com a Itaipava fosse rescindido.
O boletim foi registrado na 14ª Delegacia de Polícia do Estado do Rio de Janeiro.
"As testemunhas do documento afirmam que os negociadores da Sportplus, ao anunciarem a intenção de quebrar o contrato, estavam constrangidos e que essa seria a primeira vez na história da empresa de venda de espaços publicitários esportivos em que um contrato não seria cumprido", comunicou o Grupo Petrópolis por meio de nota.
A empresa também informou que foi procurada por agências publicitárias do Guarujá, no litoral de São Paulo, para avisar que estão sendo assediadas pela Ambev com o objetivo de incentivar quebras de contratos já assinados.
Brigas na Justiça
Em janeiro deste ano, a Justiça decretou que o Grupo Petrópolis retirasse das prateleiras a lata vermelha da marca Itaipava, que foi lançada no final de agosto de 2010 em edição comemorativa à prova de automobilismo Stock Car, da qual era patrocinadora.
A determinação da Justiça teve como base uma ação da rival Ambev, que alegou prática de concorrência desleal por induzir o consumidor ao erro devido às semelhanças com a sua lata vermelha da Brahma lançada em julho do ano passado.
No mês, seguinte o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) acatou um argumento do Grupo Petrópolis e determinou que a Ambev retirasse do mercado uma propaganda da Brahma.
De acordo com o Conar, a propaganda - que fazia menção ao calor no Rio de Janeiro (40 graus no Rio de Janeiro) - estimulava o consumo da cerveja em "flagrante desacordo com a legislação".
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