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Há cerca de cincos anos, podia-se dizer que era um samba de uma nota só. A Petrobras reinava absoluta no setor de óleo e gás na BM&F Bovespa e os investidores estavam acostumados a avaliar unicamente seus projetos e riscos, ônus e bônus.
Mas agora o setor tomou corpo e, se ainda não compõe uma melodia completa, pelo menos abriu o leque de opções para o investidor que quer aproveitar o potencial do pré-sal brasileiro.
Amostra disso são três ofertas de ações que, direta ou indiretamente, estão ligadas à exploração de petróleo e também aos riscos deste negócio.
A mais recente delas foi solicitada na última sexta-feira pela companhia Norskan Offshore, com registro para distribuição primária e secundária, de titularidade da DOF Subsea, sob coordenação do BTG Pactual e Credit Suisse.
A companhia, de origem norueguesa mas operando no Brasil desde 2001, é uma das principais proprietárias e operadoras offshore de suprimento, apoio e construção de navios e prestadoras de serviços de apoio marítimo e submarino para o setor de petróleo e gás no país.
Tem contratos de fretamento de longo prazo com empresas como OGX, Chevron, Petrobras, Shell e Statoil. A receita líquida da empresa saltou de R$ 95,5 milhões para R$ 257,6 milhões em 2009, devido ao aumento de contratos de afretamento (de 9 para 19 no período).
Também na linha de apoio, a OSX pode levantar até R$ 9,9 bilhões com seu IPO. A companhia de equipamentos e serviços pretende atuar na construção naval, afretamento de unidades de exploração e produção (E&P) e serviços de operação e manutenção (O&M).
Em fase pré-operacional, tem como base de apoio os contratos com a produtora e exploradora OGX, do mesmo grupo controlador.
A terceira oferta, ainda em definição, é da própria Petrobras. "É difícil dizer que todas as ações relacionadas ao pré-sal são oportunidades de negócio, mas com certeza o momento para o setor é favorável e o colocamos como um dos grandes beneficiados no boom de infraestrutura no Brasil", diz Felipe Miranda, da gestora Empiricus.
A decisão de investimento em exploradoras ou prestadores de serviços e equipamentos está basicamente no preço.
"O preço é definido conforme o risco, que em uma empresa pré-operacional como a OSX é maior que outra com histórico, como a Inepar", afirma Miranda.
Ele pondera que poucos analistas olham para a Inepar, mas a companhia acertou o endividamento e tem elevado em 40% ao ano sua geração de caixa.
Dos papéis relacionados ao setor de óleo e gás, é o que registra maior valorização em 12 meses. A Empiricus pondera que a atenção que a OSX ganha do mercado, por ser do grupo de Eike Batista, pode ajustar positivamente o preço de Inepar e Wilson Sons.
Para Rogério Betti, gestor da Beta Advisors, o investidor deve aproveitar a chance de entrada no setor, mas sendo cuidadoso na exposição ao risco.
"O potencial de ganho é interessante, mas é um setor vulnerável e que tem ainda risco regulatório em relação ao pré-sal", diz.
"O investidor deve limitar a exposição de seu patrimônio e os mais agressivos devem tomar posição com limite de perdas."

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