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Ibovespa inverte sinal positivo e encerra em queda de 1,68%

Bárbara Ladeia   (bladeia@brasileconomico.com.br)
30/06/10 18:25


Novos indicadores americanos devem dar o tom das negociações de amanhã

Novos indicadores americanos devem dar o tom das negociações de amanhã

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A decepção com dados de emprego nos EUA pesou sobre o Ibovespa hoje (30). Pressionado pelo noticiário internacional, o pregão encerrou em baixa de 1,68%, aos 60.935 pontos.

Foram realizados 463.201 negócios, que totalizaram um volume financeiro de R$ 6,394 bilhões.

O otimismo da primeira parte do pregão veio da Europa, com a decisão do Banco Central Europeu (BCE) de liberar € 131,9 bilhões aos bancos da Zona do Euro.

 "A previsão inicial era de uma liberação de € 200 bilhões em créditos, mas os bancos não solicitaram esse valor", acrescenta Alessandra Ribeiro, economista da consultoria Tendências.

A medida veio também para apaziguar os ânimos quanto à saúde financeira dos bancos europeus. 

Amanhã (1) vencem os € 440 bilhões concedidos pelo BCE em empréstimos para os bancos da Zona do Euro. "Há ainda uma dúvida se as instituições financeiras estariam prontas para devolver o montante com tranquilidade, mas o teste de hoje mostra uma situação razoável", lembra Alessandra.

A economista destaca que o BCE tem acompanhado de perto a situação financeira dos bancos, o que praticamente garante que não há risco de calote dessa dívida.

"Se os bancos não estivessem em condições de retornar os valores, certamente o BCE alongaria a linha de crédito", avalia.

Apesar do otimismo que marcou boa parte do dia, durante a tarde o Ibovespa reverteu o sinal para a queda do fechamento.

Segundo Alessandra, o principal peso veio do ADP Employment Report, que apontou a abertura de apenas 13 mil vagas de emprego, contra uma expectativa de 61 mil novas oportunidades. 

"O resultado veio muito pior do que o mercado esperava, o que gerou um desânimo generalizado nos mercados", aponta a economista.

Expectativa

Para amanhã, está no foco dos investidores o ISM da indústria americana. "O índice é de amplitude nacional e tem muita aderência com a produção industrial, por isso, há uma expectativa em torno desse resultado", afirma Alessandra.

No entanto, as expectativas não são muito positivas. O mercado espera uma alta discreta do índice, se aproximando da estabilidade. "O mercado está com um pé atrás", pontua Alessandra.

O maior driver da semana deve ser o relatório de empregos, que será divulgado na sexta-feira (2). A expectativa de encerramento de 125 mil postos de trabalho deve prejudicar os investidores. "Isso mostraria a fragilidade da recuperação econômica americana, que tem boa parte da sua economia fundada no consumo."

Para Alessandra, o bom momento da economia nacional tem mais destaque nas operações da bolsa quando o noticiário está relacionados às empresas com grande participação no Ibovespa. 

"A publicação de indicadores externos anima mercados, mas temos assistido a ondas mais positivas quando associadas a empresas como Vale e Petrobras."

Destaques

A BRF Foods (BRFS3) encabeçou as perdas do dia, com queda de 6,28% nos papéis ON, que encerraram cotados a 23,71%. 

As ações da companhia, maior exportadora mundial de aves, tiveram a queda mais forte em seis semanas após um órgão do governo recomendar que a empresa venda alguns ativos antes de receber a aprovação para a fusão com sua principal concorrente.

Também teve queda os papéis ON da Usiminas (USIM3), que perderam 4,19%, para R$ 47,61. Vale lembrar que a siderúrgica oficializou hoje a venda de 30% dos seus ativos de mineração para a japonesa Sumitomo.

As blue chips Vale e Petrobras também entraram no circuito das perdas, com queda de 2,90% (R$ 43,60) e 0,77% (R$30,80) nas ordinárias, VALE3 e PETR3.

No caso das preferenciais, a mineradora perdeu 2,77% para R$ 37,95 e a estatal registrou queda de 0,04%, para R$ 26,82.


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