Ticker Bolsa 1

Ticker Bolsa 2

Intraday

Ibovespa ignora o cenário externo e opera em baixa

Micheli Rueda   (mrueda@brasileconomico.com.br)
02/09/10 12:33


Após definição do preço do barril do petróleo do pré-sal, as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras subiam mais de 1%

Após definição do preço do barril do petróleo do pré-sal, as ações preferenciais e ordinárias da Petrobras subiam mais de 1%

Collapse

Comunidade

Partilhe: del.icio.us   Digg   Facebook   TwitThis   Google   Mixx   Technorati  

Após a forte valorização do pregão anterior, as principais bolsas mundiais operam com tendências opostas nesta quinta-feira (2). Por aqui, a bolsa brasileira oscila em terreno negativo nesta sessão.

O movimento positivo no exterior reflete a série de indicadores americanos divulgada hoje.

"No geral, os indicadores dos Estados Unidos vieram bons, com destaque para a venda de imóveis pendentes e pedidos à indústria", afirmou André Perfeito, economista da Gradual Investimentos.

O número de contratos de compra e venda de casas usadas subiu 5,2% em julho, ficando acima das expectativas dos analistas, que previam estabilidade.

Já os pedidos feitos à indústria americana cresceram 0,1% no sétimo mês do ano, contrariando as expectativas de alta de 0,3%.

No entanto, "é importante observar que o indicador de junho foi revisado para cima, passando de uma queda de 1,2% para -0,6%", explicou Perfeito.

Cena doméstica

Por aqui, a bolsa brasileira se descola do comportamento externo e opera no vermelho.

"Ontem o Ibovespa subiu muito (+2,96%), o que sugere uma correção, apesar do viés ser positivo", ponderou Perfeito, enfatizando que não seria surpresa caso o índice paulista invertesse a tendência.

Às 12h27 (horário de Brasília), o Ibovespa caía 1,00 %, para 66.404 pontos. O giro financeiro rondava os R$ 2,267 bilhões.

No front interno, merece destaque a definição do preço médio do barril de petróleo a ser explorado na camada pré-sal de até seis campos em US$ 8,51.

Com isso, o valor total da capitalização por parte da União será de US$ 42,53 bilhões. O montante corresponde a uma retirada de 5 bilhões de barris.

O anúncio foi feito na noite de ontem (1) pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, e o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrieli.

"A definição do preço foi uma ótima notícia. Abriu um novo capítulo. A expectativa é que os investidores aumentem a compra dos papéis da Petrobras", ponderou o economista da Gradual Investimentos.

Diante disso, as ações preferenciais (PETR4) e ordinárias (PETR3) da Petrobras subiam 1,37% e 1,12%, respectivamente.

Na contramão, as ações da Vale (VALE5) perdiam 1,34%, cotadas a R$ 42,72.

Destaques

Entre as ações que compõem o índice, as ordinárias da Fibria (FIBR3) lideravam os ganhos, com alta de 2,33%, a R$ 29,40.

Na outra ponta, a maior queda do dia era dos papéis ordinários da OGX Petróleo (OGXP3), que depreciavam 2,48%, a R$ 20,48.

Câmbio

Às 12h09 (horário de Brasília), o dólar comercial apresentava queda de 0,63% em relação ao real, cotado a R$ 1,7340 na compra e R$ 1,7360 na venda.


Comentários

Ainda não existem comentários. Seja o primeiro a comentar!
Envie o seu comentário

Os comentários enviados serão publicados após aprovação. O Brasil Econômico reserva-se o direito de não publicar comentários considerados como ofensivos ou sem ligação alguma ao artigo em questão

outros jornais da EJESA