Comunidade
Autoridades haitianas responsáveis pelo caso dos dez missionários americanos acusados de tentar sair ilegalmente do Haiti com 33 crianças vítimas do terremoto de janeiro ordenaram ontem (17) a libertação de oito envolvidos.
As duas missionárias que devem permanecer no país seriam Charisa Coulter e a líder do grupo, Laura Silsby. De acordo com o advogado de defesa Aviol Fleurant, elas vão ser interrogadas porque já estavam no Haiti antes mesmo do terremoto.
O restante do grupo deixou a prisão e já está a caminho dos Estados Unidos. Eles deverão retornar ao Haiti para procedimentos legais caso seja necessário.
O grupo faz parte de uma igreja batista do estado americano de Idaho. Eles foram detidos quando tentaram entrar na República Dominicana no dia 29 de janeiro com as crianças, sem os documentos necessários.
Na ocasião, os americanos disseram que elas eram órfãs do terremoto, mas depois ficou comprovado que os menores tinham parentes vivos e muitas delas viviam na mesma região.
As crianças, que têm entre dois e 12 anos de idade, estão agora sob os cuidados de uma organização austríaca em Porto Príncipe.
Os americanos foram formalmente indiciados há duas semanas por sequestro de crianças e associação criminosa. Eles negam as acusações.
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