Comunidade
A Grécia estava novamente paralisada nesta quinta-feira (11) por uma greve geral, a segunda em 15 dias, organizada pelas grandes centrais sindicais contra as medidas de austeridade adotadas pelo governo para retirar o país de uma crise financeira sem precedentes.
Desde meia-noite os transportes aéreos e marítimos foram paralisados, assim como os serviços ferroviários.
Apenas uma linha de metrô funcionava em Atenas, para permitir aos grevistas o comparecimento às passeatas organizadas pelos sindicatos no centro da capital.
Os demais transportes urbanos, como ônibus e bondes, estavam completamente paralisados.
Outras manifestações estão programadas nas grandes cidades gregas, em particular em Salônica, a segunda maior do país.
O sindicato do Partido Comunista Ultraortodoxo, Pame, também convocou manifestações.
A greve deve provocar o fechamento das escolas e dos prédios da administração pública. Bancos e grandes empresas do setor público funcionavam a ritmo mínimo.
Os hospitais públicos têm apenas os serviços de emergência.
O país também está sem informações nas rádios e canais de televisão, já que o sindicato de jornalistas (Poesy) aderiu à paralisação.
A agência de notícias nacional Anna suspendeu os trabalhos por 24 horas e os jornais não serão publicados na sexta-feira (12).
A paralisação foi convocada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Gregos (Gsee, com um milhão de filiados) e pela Federação dos Funcionários (Adedy, com 375.000 trabalhadores).
As medidas do governo socialista aprovadas no Parlamento semana passada incluem cortes salariais no funcionalismo público, o congelamento das aposentadorias e um aumento de 2%, a 21%, do IVA (Imposto sobre o Valor Agregado).
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