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A companhia aérea Gol não está constatando sinais de competição ferrenha de preços de tarifas no mercado brasileiro neste início de ano, depois de ver o valor de passagens cair mais do que o esperado no final de 2009.
Em teleconferência com analistas nesta sexta-feira (12), após divulgar na véspera lucro de R$ 397,8 milhões para o quarto trimestre, o presidente da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, afirmou que, apesar de haver "tremendas oportunidades" de crescimento no mercado brasileiro, "não estamos vendo cenário para guerra de preços agora. A Gol não apóia isso... Podemos ter tido algumas distrações ao longo do caminho, mas no geral estamos mantendo a disciplina".
No quarto trimestre do ano passado, a Gol viu o yield - que representa o valor médio pago por um passageiro para voar um quilômetro - cair quase 30% em relação ao final de 2008, para R$ 18,1 centavos, influenciado em parte por "cenário de baixo racional econômico".
Em janeiro, fevereiro e início de março, a empresa está registrando relativa estabilidade nos yields que devem sofrer algum incremento no segundo trimestre, após o período de férias escolares e com incidência de mais viagens de negócios.
A expectativa de yield da empresa para o ano é uma faixa de R$ 19,50 a R$ 21 centavos. No quarto trimestre de 2008, o índice havia sido de R$ 25,6 centavos.
Segundo Constantino Júnior, a entrada de novas companhias menores no aeroporto mais movimentado do país, Congonhas (SP), "não deve ter impacto significativo" nas contas da empresa.
Às 12h56, as ações da Gol subiam 0,53%, cotadas a R$ 24,51. No mesmo horário, os papéis da rival TAM operavam com valorização de 0,22%, a R$ 31,22, e o Ibovespa mostrava queda de 0,13%.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) divulgou na quinta-feira que o tráfego aéreo em fevereiro no Brasil teve a maior alta da série histórica iniciada em setembro de 2003, com avanço de 42,89% contra o mesmo mês do ano passado.
Enquanto a líder TAM perdeu espaço ante fevereiro de 2009, passando de 49,82 por cento para 42,42 por cento de participação no mercado doméstico, a Gol encostou, avançando de 40,2% para 41,61%.
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