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Capital Inicial

Fundos programam seus investimentos para 2010

Mariana Segala   (msegala@brasileconomico.com.br)
29/11/09 07:07


Humberto Matsuda, da Performa: fundo deve investir valores entre R$ 500 mil e R$ 3 milhões em cinco a dez empresas

Humberto Matsuda, da Performa: fundo deve investir valores entre R$ 500 mil e R$ 3 milhões em cinco a dez empresas

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Uma safra de novos fundos de capital semente está com tudo engatilhado para iniciar os investimentos em empresas nascentes nos próximos meses.

Prestes a começar a operar, o que têm em comum é a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do governo federal, como um dos principais investidores. Foram todos selecionados para receber aportes do programa Inovar Semente (leia mais ao lado). Mas cada qual embute uma especificidade.

O fundo HorizonTI, da Confrapar, é o que está mais próximo de fazer o primeiro investimento, que deve sair ainda neste ano. Do patrimônio de R$ 20 milhões, 30% vieram da Finep, 35% da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig) e o restante de agentes privados.

"Devemos investir em dez empresas da região de Belo Horizonte nos próximos três anos e meio", explica o diretor-executivo da Confrapar, Carlos Eduardo Guillaume.

Na cola da Confrapar estão previstos para janeiro os primeiros investimentos dos fundos Santa Catarina, Recife e São Carlos, focados nas pequenas empresas das respectivas regiões.

"Estamos na fase de firmar os compromissos com os investidores", explica o sócio da FIR Capital, Marcus Regueira, que administra os fundos em parceria com gestoras locais. A fase de aportes nos projetos deve durar até um ano em meio.

Na mesma toada está o fundo de capital semente da Performa Investimentos, que será inaugurado no início de 2010.

Os gestores só aguardam a confirmação de um aporte do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O fundo, de R$ 15 milhões, investirá em empresas com faturamento anual de até R$ 2,4 milhões. "Estimamos que seja possível fazer de cinco a dez investimentos, com tíquetes de R$ 500 mil a R$ 3 milhões", diz o vice-presidente de venture capital da Performa Investimentos, Humberto Matsuda.

As áreas de interesse são bio e nanotecnologia, tecnologias verdes, aplicações médicas e tecnologia da informação.

Voz da experiência

Os fundos de capital semente já nascem com data para acabar. O prazo estimado de maturação dos investimentos, em geral, é de sete anos.

Só então o investidor saberá se a aplicação, de altíssimo risco, foi lucrativa ou não. A saída do fundo - ou "desinvestimento" - tradicionalmente se dá com a venda da empresa.

São poucos os fundos de capital semente em operação no país. E os mais antigos estudam postergar a liquidação para garantir porte às investidas e despertar atratividade.

É o caso da primeira carteira a investir exclusivamente em empresas nascentes - o fundo Novarum, da Jardim Botânico Investimentos.

"Aprendemos que o período de maturação do capital semente é mais longo", diz o gestor do fundo, que data de 2004, Ricardo Normand.

O encerramento do Novarum estava inicialmente previsto para junho de 2010. Mas o prazo deve ser prorrogado por três anos, folga prevista no estatuto.

Tudo para garantir que a saída das cinco empresas investidas se dê de maneira vantajosa para os investidores.

Um dos projetos investidos ficou pelo caminho. O Novarum deu baixa, no ano passado, no aporte feito na Excegen, do segmento de genética de bovinos.

"O fato de as outras terem sobrevivido à fase da crise nos dá a percepção de que continuarão", diz Norman.

O Novarum tem como cotistas Finep, BID, Coteminas e grupo Icatu.


Comentários

marcos rodrigues, betim(mg) | 22/07/11 19:10
tenho otimas ideias para abrir uma micro empresa. com certeza ela vai dar certo! mas preciso de um envestimento. que leu e se eteressou porfavor entre em contato (91751395)


Euzébio de Andrade, Belo Horizonte / MG | 29/11/09 14:44
Ótima a matéria!
E vale a reflexão: se por um lado os projetos brasileiros estão dando seus primeiros passos para obtenção de capital semente, por outro lado, nossos projetos se mostram mais embasados e firmes para vencerem bloqueios internos e burocráticos (não de mercado) impostos por nossas legislações.

Um paradoxo, pois está aí o Governo tentando incrementar arrecadação. Ora, se a empresas inovadoras tiverem em funcionamento, gerarão trabalhos, riqueza e, como consequência, arrecadações.

Vamos pensar amplo!


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