Linha de montagem de poltronas, Flexform investe 5% do faturamento em inovação e atualização tecnológica
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A fábrica de cadeiras e poltronas corporativas Flexform vivencia uma expansão progressiva. Em 2008 faturou R$ 95,4 milhões, tendo dobrado de patamar em quatro anos.
A crise internacional corroeu 10% de suas vendas no ano seguinte. Mas os tempos difíceis ficaram definitivamente para trás.
No primeiro semestre deste ano as vendas cresceram 60% e a expectativa é fechar o ano com R$ 130 milhões faturados. Até 2015, a meta da empresa é gerar negócios anuais de R$ 250 milhões.
A estratégia para alcançar este objetivo está traçada. Conforme relata o empresário Pascoal Ianonni, ela envolve ampliar a participação das linhas de produtos de maior valor agregado no mix de vendas e entrar em novos segmentos de mercado, como o de assentos para auditórios, casas de espetáculos, aeroportos e arenas esportivas. "Temos muito espaço para crescer", diz Ianonni.
A empresa fechou recentemente uma parceria com a italiana Berico Plastic para entrar no segmento de assentos plásticos para ginásios esportivos e estádios de futebol. A produção começará em 2011 na fábrica da Flexform em Guarulhos (SP).
A meta da companhia é atender 20% da demanda que surgirá com a Copa do Mundo e com as Olimpíadas. "Estes megaeventos esportivos vão estimular reformas de arenas esportivas em todo o país, este mercado é promissor", diz o empresário.
Além dos assentos para o grande público, a Flexform também pretende equipar as áreas VIPs dos estádios, para isso lançou há um ano uma linha de poltronas, a Eventum, que está instalada no estádio do Vasco, o São Januário, no Rio de Janeiro.
A linha também é destinada a auditórios, teatros e casas de espetáculos. Outra inovação é a linha de cadeiras plástica Green's, que chegou ao mercado em julho, voltada para escolas, condomínios e salas corporativas.
A Flexform foi criada em 1965 por Ernesto Ianonni, um ex-ferramenteiro da Giroflex, uma das referências nacionais no mercado de poltronas corporativas. O objetivo era vender peças e componentes de cadeiras para terceiros.
Ernesto criou em sua empresa a cultura de verticalização da produção, da criação de suas próprias ferramentas ao domínio de todas etapas produtivas, e de modernização constante do parque fabril, mantida com um investimento próximo de 5% do faturamento anual para este fim.
Produtos acabados
Quando seu filho, Pascoal, assumiu o comando dos negócios em 2000, manteve essa cultura, mas mudou completamente o foco de atuação, saindo gradativamente do mercado de componentes, que deverá ser desativado no próximo ano, para o de produtos acabados.
Primeiro com uma linha de poltronas básicas, que ainda responde por 65% das vendas, e depois com o lançamento de linhas com maior valor agregado. A linha premium, responsável por 20% das vendas, e a superpremium que gera 15% da receita.
A meta de Ianonni é que as linhas mais caras respondam por 60% das vendas até 2015. Para alcançar este objetivo, o empresário fechou um acordo com o escritório italiano de design Baldanzi & Novelli, que passou a assinar os novos modelos Flexform, e incrementou sua rede de distribuição, que já conta com 50 revendedores especializados no país.
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