Saldo da balança de exportações de minério baterá marca histórica de US$ 18,5 bilhões neste ano
Comunidade
As empresas do setor de mineração já projetam para 2010 seu melhor desempenho histórico, 25% acima da marca de 2008. O saldo da balança de exportações de minério baterá recorde de US$ 18,5 bilhões.
O aquecimento mundial do mercado mineral, em especial o aumento no preço do minério de ferro puxado principalmente pela fome das siderúrgicas chinesas por insumo para produção de aço, pode render neste ano às mineradoras brasileiras seu melhor desempenho comercial da história - conforme levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram) a pedido do Brasil Econômico.
O ponto alto do desempenho da mineração no país foi em 2008, com US$ 28 bilhões em volume de negócios. Ritmo freado em 2009 pela crise, com recuo de 14% (US$ 24 bilhões).
Agora, com a retomada da economia global no pós-crise, a projeção do Ibram para 2010 é de um aumento de 25% no faturamento do setor de 2008 - com novo recorde de US$ 35 bilhões.
Em 2010, o setor mineral espera superar em mais de 38% o saldo da balança comercial alcançado em 2008 - até agora o ano de melhor desempenho do segmento, com US$ 13 bilhões. Em 2010, deve chegar a US$ 18,5 bilhões.
A previsão do Ibram é de que o comércio mineral some US$ 25 bilhões neste ano, sendo US$ 6,5 bilhões em importações - com destaque para a entrada de potássio (US$ 3,5 bilhões), carvão mineral (US$ 2 bilhões), cobre e zinco (US$ 1 bilhão).
"A projeção de saldo da balança comercial brasileira hoje é de US$ 16 bilhões, enquanto o saldo do setor mineral é de US$ 18 bilhões", diz o presidente do Ibram, Paulo Camillo Penna.
Segundo ele, a projeção de ganhos da mineração é maior que o resultado do fluxo comercial total do país devido ao desequilíbrio de contas, que faz o setor mineral compensar o déficit gerado por outros segmentos da economia brasileira na balança comercial.
"O ganho do setor mineral é tirado por segmentos predominantemente importadores, como máquinas e equipamentos", explica Penna.
Fator China
Pedro Galdi, analista da SLW Corretora, observa que o desempenho das exportações minerais reflete "o momento da China". Para ele, o país asiático deve manter o preço do insumo siderúrgico alto nos próximos anos.
"A China não tem prazo para diminuir seu consumo de minério, mesmo porque a transferência de população rural para cidades deve durar mais algumas décadas."
Germano Mendes De Paula, especialista em mineração e siderurgia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU-MG), avalia que, apesar do apelo do governo brasileiro para que a iniciativa privada assuma o compromisso de investir mais na produção de aço do que em minério, as coisas não devem mudar devido ao custo necessário para ampliar o parque siderúrgico nacional.
Ele diz que o envio de matéria-prima in natura será mantido como o carro-chefe das exportações.
"Todo mundo é favorável à instalação de siderúrgicas, mas o ritmo de expansão da mineração é mais rápido. Sem contar o custo logístico menor, que impõe uma realidade favorável ao minério."
Rendimentos maiores
A virada do setor mineral aconteceu em 2000, quando as exportações entraram em um ritmo ascendente devido ao aumento da demanda pelo insumo no mercado mundial.
De acordo com o Ibram, daquele ano até 2008, a mineração experimentou um crescimento real de 250% na geração de caixa.
Comentários
Últimas Notícias
- 21:00
Encerramento do Noticiário - 20:59
Pressão negativa na bolsa brasileira deve permanecer - 20:40
Suzano tem produção impactada por parada não programada - 20:29
Twittadas da semana - 20:16
MLS tem crescimento, com público maior que o do Brasileirão - 20:00
Light Energia adquire 51% da Guanhães Energia - 19:48
Eficiência da Coca-Cola vai reerguer Neugebauer









